- Durante o Fórum de Liberdade de Oslo, na Noruega, María Corina Machado disse que deve retornar à Venezuela “em breve” para ajudar na reconstrução do país.
- Ela não informou data para o retorno.
- Machado foi impedida de concorrer à presidência em julho de 2024 e comandou a campanha do ex-diplomata Edmundo González.
- Ela deixou a Venezuela em dezembro, após uma operação secreta pelo Mar do Caribe para receber o Prêmio Nobel da Paz na Noruega; desde então está nos Estados Unidos.
- Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump não a integrou aos planos para a Venezuela, apoiando Delcy Rodríguez, que assumiu o controle após Maduro; Trump tem elogiado a gestão venezuelana e sinalizado aproximação com Washington.
María Corina Machado, líder da oposição na Venezuela, afirmou que voltará ao país “em breve” para contribuir com a reconstrução. A declaração ocorreu durante o Fórum de Liberdade de Oslo (OFF), na Noruega, nesta terça-feira (2/6). Machado participou do evento e disse que a Venezuela começa a florescer, justificando seu retorno.
Ela liderou a campanha do ex-diplomata Edmundo González, ainda que tenha sido impedida de concorrer na eleição presidencial de julho de 2024. A oposicionista, de 58 anos, permaneceu foragida ou escondida por meses após a votação contestada, devido às ações do governo contra opositores.
A líder oposicionista deixou a Venezuela em dezembro do ano passado em uma operação secreta pelo Mar do Caribe, para receber o Prêmio Nobel da Paz na Noruega. Desde então, ela permaneceu nos Estados Unidos.
Durante a mesma fase, foi registrando que não integra os planos do atual governo dos EUA para a Venezuela, ao menos no que diz respeito a ações diretas. A gestão de Donald Trump, no entanto, apoiou Delcy Rodríguez, que assumiu o controle após Maduro.
Contexto político e relações internacionais
Mesmo com o chavismo no poder, sinais de mudança aparecem. O alinhamento entre a administração venezuelana e interesses norte-americanos tem se destacado com ações diplomáticas e abertura de setores estratégicos, incluindo o petróleo, sob novos entendimentos.
Delcy Rodríguez tem mantido atuação mais alinhada aos EUA, e a gestão venezuelana tem buscado abrir espaço para negociações diplomáticas. As declarações de Machado ocorrem em ambiente de tensão política local, com observadores avaliando impactos da possível aproximação internacional.
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