- Lula afirmou que aguarda telefonema de Donald Trump para esclarecer a proposta de novo tarifaço, citando que a fala sobre “química” entre eles não foi combinada e que há prazo de 30 dias para respostas.
- O Escritório de Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sugeriu tarifar em 25% todas as importações do Brasil, com exceção de itens classificados como tarifas de segurança nacional.
- O USTR aponta ações nos temas de comércio digital, desmatamento e outras políticas como passíveis de ação sob a Seção 301 da Lei de Comércio; há audiência prevista para 6 de julho de 2026 e prazo até 15 de julho para definir as medidas.
- O governo brasileiro protestou, dizendo que a investigação tem motivação política ligada à família Bolsonaro e à recente viagem de Flávio Bolsonaro a Washington.
- O governo brasileiro reiterou que espera que as recomendações não se tornem tarifas efetivas, mas afirmou que adotará medidas para reduzir os impactos na economia, empregos e renda.
Lula afirmou nesta terça-feira (2) que aguarda um telefonema de Donald Trump para esclarecer a proposta de tarifas sobre o Brasil. A declaração aconteceu durante a inauguração do Hospital Universitário de Catalão, em Goiás. O tema envolve uma possível reação dos EUA à atuação brasileira em áreas como comércio digital e desmatamento.
Na noite de ontem, a Representante Comercial dos Estados Unidos recomendou a aplicação de tarifas de 25% sobre todas as importações brasileiras, com exceção de itens considerados de segurança nacional. O documento cita políticas brasileiras em diversos setores como alvo de ação sob a Seção 301.
Proposta de tarifas e prazos
O órgão federaliza que matérias como comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, proteção de propriedade intelectual e desmatamento ilegal podem justificar a adoção de medidas judiciais. A audiência pública está marcada para 6 de julho de 2026, e o prazo para ações classificadas é 15 de julho.
Reação do governo brasileiro
O governo federal manifestou indignação com a recomendação, associando-a a interesses de atores próximos à família Bolsonaro. Em nota, o Palácio do Planalto disse que investigações se baseiam em causas políticas e viagens de autoridades brasileiras a Washington, e que serão tomadas medidas para reduzir impactos na economia.
Contexto e desdobramentos
Segundo autoridades, a decisão final depende de consultas públicas e de novas deliberações. O governo brasileiro afirma que não há confirmação de tarifas definitivas e que adotará medidas para minimizar danos aos empregos e à renda. A situação segue em monitoramento internacional.
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