- O ministro da Defesa, José Múcio, chamou de intromissão a decisão dos EUA de classificar PCC e CV como organizações terroristas e pediu que o Brasil cuide dos seus próprios problemas, respeitando a soberania.
- O governo brasileiro publicou nota reiterando que a soberania nacional é inegociável após a medida americana.
- Múcio afirmou que as ações dos EUA são instáveis e comentou a tarifa de 25% proposta sobre produtos brasileiros.
- O Escritório Comercial dos Estados Unidos (USTR) propôs a tarifa de vinte e cinco por cento com base na Seção 301; a investigação foi aberta em julho de 2025 por ordem de Donald Trump.
- Em Linköping, Suécia, foi apresentada à Força Aérea Brasileira a primeira aeronave Gripen F, parte de contrato de 2014 para sessenta e seis aviões, com 28 Gripen E e oito Gripen F.
O ministro da Defesa, José Múcio, criticou a decisão dos EUA de classificar o PCC e o CV como organizações terroristas, chamando a medida de intromissão. Em cerimônia na Suécia, durante a apresentação do primeiro Gripen F à FAB, ele afirmou que o problema deve ser enfrentado internamente, respeitando a soberania brasileira.
Múcio enfatizou a necessidade de resolver o crime organizado dentro do Brasil, destacando que a luta contra o tráfico de drogas e armas exige estratégias nacionais. O ministro também comentou que foi visto como instável o conjunto de ações dos EUA em relação ao tema.
Além disso, o ministro ressaltou a volatilidade de posições norte-americanas e comentou uma tarifa de 25% proposta sobre exportações brasileiras, questionando a previsibilidade das políticas comerciais dos EUA. O tema também envolve o governo brasileiro, que já havia reiterado a soberania nacional.
Gripen F é apresentado à FAB
Nesta terça, em Linköping, Suécia, ocorreu a apresentação do Gripen F à Força Aérea Brasileira. O evento, na Saab, marca etapa do acordo firmado em 2014 para fornecer 36 aeronaves ao Brasil — 28Gripen E e 8 Gripen F.
O Gripen F é a versão biposto do Gripen E, com cabine dupla para instrutor e piloto. A entrega integral está prevista dentro do contrato, com avanços desde 2020 e 11 unidades já recebidas pela FAB. A aeronave passará por testes no centro da Saab, na Suécia.
O Brasil participou ativamente do desenvolvimento da versão biposto, recebendo transferência de tecnologia que capacitou engenheiros e técnicos nacionais. O programa reforça a cooperação aeronáutica entre Brasil e Suécia.
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