- O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse ao Senado que o Irã concordou em discutir aspectos do seu programa nuclear que antes não aceitava abordar.
- Rubio afirmou que “há a perspectiva de que o Irã tenha concordado em negociar” esses itens, mas isso não garante um acordo para encerrar o conflito com EUA, Israel e Irã.
- O depoimento ocorreu pela manhã, durante audiências sobre a proposta orçamentária do Departamento de Estado.
- O governo de Donald Trump busca aprovação para cortar 30% do orçamento externo e elevar 50% os gastos militares, segundo parlamentares.
- Rubio, ex-senador pela Flórida, deve participar de audiências futuras na Câmara e em comissões para esclarecer a estratégia de encerramento do conflito com o Irã.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou nesta terça-feira (2) ao Senado que o Irã concordou em discutir aspectos do seu programa nuclear que antes se recusava a tratar. A declaração ocorreu durante depoimento à Comissão de Relações Exteriores.
Rubio disse que “estamos em negociações com o Irã” e que há a perspectiva de que Teerã tenha aceitado abordar partes do programa, embora isso não garanta um acordo para encerrar o conflito. O tom foi de cautela e de atualização sobre o andamento das tratativas.
O depoimento ocorreu em meio à apresentação da proposta orçamentária do Departamento de Estado. Rubio também deve participar de audiências na Câmara e em comissões de Orçamento ao longo dos próximos dois dias.
Orçamento e estratégia externa
O governo busca aprovar um corte de 30% no orçamento destinado a assuntos externos e, simultaneamente, propõe um aumento de 50% nos gastos militares, conforme o planejamento em discussão.
Rubio, ex-senador da Flórida, foi questionado sobre a estratégia para encerrar o conflito com o Irã, iniciado após ataques de EUA e Israel em 28 de fevereiro. O senador não apresentou conclusão.
Sanções e capacidades militares
O secretário argumentou que o Irã pretende ampliar capacidades militares convencionais para servir de apoio ao programa nuclear. Também afirmou que não houve oferecimento de alívio de sanções apenas pela reabertura do Estreito de Ormuz.
Segundo Rubio, qualquer flexibilização de sanções dependerá do cumprimento, por Teerã, de condições relacionadas ao seu programa nuclear. Não houve indicação de mudanças no status de medidas punitivas.
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