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Sanções dos EUA podem atingir pessoas comuns, afirma Itamaraty

Itamaraty alerta que nova classificação de terroristas pode resultar em sanções extraterritoriais contra brasileiros comuns, atingindo finanças e migratório

Em documento, Mauro Vieira aponta que decisão dos EUA abre risco de sanção a pessoas comuns
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  • O Itamaraty afirma que a nova classificação dos Estados Unidos, ao considerar organizações criminosas como terroristas, pode abrir sanções financeiras e migratórias a pessoas comuns, sem possibilidade de recurso.
  • O aviso, assinado pelo ministro Mauro Vieira, foi encaminhado à Comissão de Relações Exteriores da Câmara e tem data de assinatura em 29 de maio.
  • Segundo o governo brasileiro, embargos contra organizações terroristas podem alcançar pessoas, empresas ou instituições sem vínculos diretos com os EUA ou com ligações indiretas.
  • A medida pode ter impactos militares, financeiros e migratórios para cidadãos brasileiros e envolve alto grau de discricionariedade na aplicação, conforme o documento.
  • O Itamaraty reiterou posição contrária à mudança de classificação, citando impactos na legislação brasileira e na cooperação entre as forças de segurança.

O Itamaraty alertou sobre a mudança na classificação de organizações criminosas como terroristas anunciada pelos Estados Unidos na semana passada. A mudança pode abrir a possibilidade de sanções financeiras e migratórias a pessoas comuns, sem possibilidade de contestação.

O documento, assinado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, foi encaminhado à Comissão de Relações Exteriores da Câmara. A peça aponta que embargos contra grupos terroristas podem alcançar indivíduos e empresas brasileiras sem vínculos diretos com os EUA, ou cuja ligação seja indireta.

A avaliação detalha que a classificação é abrangente e pode impactar o Brasil em áreas militares, financeiras, migratórias e penais, com consequências para a soberania nacional, segundo o Itamaraty.

A nota foi elaborada em resposta a questionamentos do deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança e reforça a posição oficial contrária à mudança. O governo destaca risco à legislação brasileira e à cooperação entre forças de segurança.

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