- O presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Nelsinho Trad, afirmou que o Brasil não deve recorrer de imediato à Lei da Reciprocidade em resposta à proposta de taxação de 25% dos EUA.
- Trad defende cautela e diz que o instrumento é legítimo, mas deve ser usado com responsabilidade para evitar aumentar as tensões, via diálogo, consultas públicas e articulação técnica.
- O Planalto publicou nota sinalizando que o Brasil se reserva o direito de recorrer à Lei da Reciprocidade, sem confirmar retaliação imediata.
- O senador pediu esgotar as negociações antes de qualquer reação, mantendo o foco em caminhos diplomáticos para não prejudicar empresas, trabalhadores e consumidores.
- O USTR propôs a tarifa de 25% sobre diversos produtos brasileiros, o que levou o governo brasileiro a considerar a Lei da Reciprocidade; Lula pediu hoje telefonema a Donald Trump para esclarecer a proposta.
O presidente da CRE do Senado, Nelsinho Trad (PSD-MS), afirmou hoje que o Brasil não deve recorrer imediatamente à Lei da Reciprocidade para responder à proposta dos Estados Unidos de taxação de 25%. Ele pediu prioridade ao diálogo antes de qualquer escalada.
Trad defendeu cautela na resposta brasileira. Afirmou que a Lei da Reciprocidade é legítima, mas deve ser usada com responsabilidade. Perguntou se vale a pena aumentar a tensão entre os dois países sem esgotar os canais diplomáticos.
O governo Lula sinalizou, em nota oficial, a possibilidade de recorrer à Lei da Reciprocidade para enfrentar situações de injustiça no comércio. Ainda assim, não houve confirmação de retaliação imediata, apenas o aceno de que a ferramenta pode ser usada se negociações não avançarem.
Segundo o senador, o Brasil deve esgotar negociações antes de qualquer reação. Ele ressaltou que medidas sem estratégia podem afetar empresas, trabalhadores e consumidores brasileiros.
A propensão a usar a Lei da Reciprocidade ocorreu após o USTR anunciar uma tarifa de 25% sobre diversos produtos brasileiros. O Planalto citou a possibilidade de recorrer à Lei, aprovada pelo Congresso em abril do ano passado.
Lula cobrou, em evento em Catalão (GO), que o presidente dos EUA telefone para esclarecer a proposta. O presidente brasileiro disse que esperava uma ligação para entender o que ocorreu, dada a ausência de negociações entre ministros.
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