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Trump diz a Netanyahu que estaria na prisão sem ele

Rixa entre Trump e Netanyahu se agrava após suposta ofensa verbal; cessar-fogo com Hezbollah fica mais frágil diante de ataques a Beirute

Trump chegou a gritar com Netanyahu - (crédito: ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP)
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  • Trump, segundo fontes próximas, teria sido ríspido com Netanyahu, dizendo que “você estaria na prisão se não fosse por mim” e que estaria salvando a pele dele.
  • Na véspera, Trump afirmou em redes sociais que houve cessar-fogo com o Hezbollah e que não haveria tropas para Beirute; tropas já teriam sido enviadas de volta.
  • Israel voltou a atacar o sul de Beirute na segunda-feira, o que levou o Irã a anunciar a quebra do cessar-fogo e a criticar tanto Washington quanto Tel Aviv.
  • O Irã condicionou o fim da guerra a um cessar-fogo no Líbano, ampliando a disputa entre EUA e Israel sobre a condução do conflito.
  • O portal Aixos aponta que as divergências entre Trump e Netanyahu aumentam à medida que a escalada na região se intensifica.

Duas frentes de tensão entre Israel e aliados regionais acentuaram divergências entre Washington e Tel Aviv. Segundo o portal Aixos, Trump teria sido ríspido em uma ligação com o primeiro-ministro israelense, alegando que Netanyahu era um “louco” e que sua posição estaria prejudicando Israel. A reportagem cita fontes próximas ao presidente norte-americano.

No mesmo período, Trump anunciou via redes sociais um cessar-fogo entre Netanyahu e o Hezbollah, afirmando ter intermediado o acordo e assegurando que nenhuma tropa seria enviada a Beirute. A declaração foi feita na segunda-feira (1º/6), após conversas com o alto escalão israelense.

Aleviação de tensões e desdobramentos

Mesmo com o anúncio de cessar-fogo, Israel voltou a atacar o sul de Beirute na segunda-feira, ampliando a tensão na região. Em resposta, o Irã informou a ruptura do acordo, criticando Washington e Tel Aviv. O porta-voz iraniano Esmaeil Baghaei condicionou o fim do conflito a um cessar-fogo no Líbano.

Aixos aponta que o retorno de pedidos de apoio parlamentar e as mensagens trocadas entre as partes contribuíram para uma percepção de incerteza sobre a viabilidade de um cessar-fogo duradouro. Segundo as fontes, a pressão israelense sobre metas no sul de Beirute acentuou a desaceleração de negociações.

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