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Trump e Netanyahu divergem sobre como encerrar a guerra no Irã, aponta jornal

Trump e Netanyahu divergem sobre o fim da guerra contra o Irã; EUA buscam acordo para reabrir Ormuz, enquanto Israel intensifica ataques ao Hezbollah no Líbano

Trump e Netanyahu se reúnem na Casa Branca 29/09/2025 REUTERS/Jonathan Ernst
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  • Trump e Netanyahu discordam sobre como encerrar a guerra contra o Irã; Trump defende acordo diplomático para reabrir o Estreito de Ormuz e eliminar urânio enriquecido, enquanto Netanyahu busca ampliar ataques ao Hezbollah no Líbano.
  • The Wall Street Journal aponta que Trump reuniu assessores e pediu uma proposta de paz com garantias de que o Irã não busque arma nuclear e de como descartar o urânio enriquecido.
  • Netanyahu ordenou grande operação contra o Hezbollah no Líbano após ataques com drones; autoridades dos EUA alertam que escalada pode atrapalhar negociações com o Irã.
  • Em duas ligações tensas, Trump pediu que Israel interrompesse ataques a Beirute; Netanyahu manteve a posição de atacar o Hezbollah, segundo fontes familiarizadas.
  • Netanyahu enfrenta julgamento de corrupção; Trump enfrenta pressão interna para encerrar a guerra, que tem elevado os preços da energia e gerado críticas ao apoio aos israelenses.

Donald Trump e Benjamin Netanyahu discordam sobre o caminho para encerrar o conflito com o Irã, segundo reportagens. O presidente dos EUA pressiona por um acordo diplomático que reabriria o Estreito de Ormuz, eliminaria urânio enriquecido iraniano e buscaria encerrar o conflito, com impactos sobre preços de energia e o apoio interno a Trump, conforme o The Wall Street Journal.

O premiê de Israel, por sua vez, mantém um tom belicista e prioriza ações contra o Hezbollah no Líbano. Netanyahu enfrenta pressão interna para intensificar operações no território libanês, trabalhando sob a premissa de neutralizar o grupo apoiado pelo Irã. As divergências ficaram explícitas após reuniões na Casa Branca e telefonemas entre os dois líderes.

Segundo o WSJ, uma reunião na Sala de Situação da Casa Branca expôs o descompasso: Trump desejava uma proposta de paz robusta que garantisse que o Irã não buscaria uma arma nuclear e apresentasse clareza sobre a gestão do urânio enriquecido. A expectativa era de que um acordo estivesse próximo, já que o presidente havia indicado avanços.

Na sequência, Netanyahu ordenou uma grande operação militar contra o Hezbollah no Líbano após ataques com drones do grupo. Autoridades dos EUA disseram que tal escalada poderia prejudicar negociações com o Irã, gerando tensão entre as alianças regionais.

Em conversas telefônicas nessa semana, Trump pediu a Netanyahu que interrompesse os ataques a Beirute. As ligações foram descritas como tensas por pessoas familiarizadas com o assunto. Em pesquisa, Trump teve de enfrentar críticas dentro do próprio movimento, com vozes pedindo uma conclusão da guerra.

A imprensa israelense trouxe relatos diferentes: o canal N12News informou que Trump não fez comentários sobre prisão ou sobre o Netanyahu ser odiado globalmente, destacando que defender a posição de Israel em pautas globais é difícil e suscita repercussões.

Eixos de pressão apontam para uma gestão de guerra sob escrutínio: Trump enfrenta dilemas entre encerrar a guerra, conter eleitores que pedem ações mais firmes e manter a coesão de sua base, especialmente diante de críticas de figuras influentes do movimento MAGA. Netanyahu, por sua vez, lida com eleitores que demandam maior contundência contra o Hezbollah, cuja atuação tem deixado soldados israelenses mortos e moradores de áreas do norte em alerta constante.

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