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UE aprova regras para deportação de migrantes e centros de retorno fora da UE

A UE aprova endurecimento de expulsões, com centros de retorno em países terceiros e detenção de até 24 meses, além de proibição de reentrada de até 20 anos

Grupo de migrantes caminham pela água para embarcar em um bote no norte da França para tentar atravessar o Canal da Mancha, em 23 de maio de 2026.
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  • A União Europeia aprovou, na noite de segunda-feira, regras mais severas para deportação de migrantes e a criação de centros de retorno fora da Europa.
  • O acordo ainda precisa passar por votação final no Parlamento Europeu e pelos estados-membros nas próximas semanas.
  • Os centros de retorno poderão ser instalados em países terceiros, como Ruanda, Uganda e Uzbequistão, mediante acordos entre países.
  • Entre as mudanças, há punições mais duras para migrantes que se recusarem a deixar a UE, com apreensão de documentos e detenção de até 24 meses, além de proibição de reentrada de até 10 anos, podendo chegar a 20 em alguns casos.
  • A medida busca aumentar o efetivo cumprimento das expulsões, já que hoje apenas cerca de 20% das ordens de expulsão são executadas; o texto também prevê cronogramas para implementação e ressalta divergências políticas sobre direitos humanos.

A União Europeia aprovou, na noite de segunda-feira (1), acordo entre eurodeputados e Estados-membros para endurecer a política migratória. O texto prevê expulsões mais rápidas e a criação de centros de retorno fora da Europa para migrantes com pedidos de asilo rejeitados.

O acordo ainda precisa passar pela votação final no Parlamento Europeu e pela aprovação formal dos Estados-membros nas próximas semanas. Países como Dinamarca, Áustria e Alemanha estudam locais para esses centros, incluindo Ruanda, Uganda e Uzbequistão. A ideia não é nova.

O centro instalado na Albânia, utilizado pela Itália, permanece com pouca atividade por disputas judiciais. Implementar projetos semelhantes exige acordos bilaterais e tempo para viabilidade jurídica e logística.

Endurecimento das regras

A nova lei intensifica punições para migrantes que se recusarem a deixar o bloco. Há poder de apreensão de documentos e detenção estendida por até 24 meses. A proibição de reentrada pode chegar a 10 anos, podendo alcançar 20 em casos específicos.

Segundo fonte diplomática, os centros de retorno só poderão nascer de acordos bilaterais e a prática ainda não é clara. O foco principal está em acelerar as expulsões, segundo o texto aprovado.

As autoridades destacam que apenas cerca de 20% das ordens de expulsão são executadas hoje. O comissário Magnus Brunner afirma que as novas regras fortalecem o controle sobre os retornos.

Durante as negociações, a principal divergência ficou no cronograma de implementação das medidas. A adoção final dependerá de votações no PE e entre governos.

Centros de retorno

Os países poderão iniciar a criação dos centros de retorno de imediato. Parte das disposições entrará em vigor um ano após a publicação da lei, por questões jurídicas.

A medida representa um avanço significativo dois anos após o Pacto Europeu sobre Asilo e Migração, que prevê controles ampliados e solidariedade entre Estados-membros. O texto complementa essas diretrizes.

Partidos de direita defendem o endurecimento, enquanto a esquerda e organizações não governamentais criticam o projeto, apontando riscos aos direitos humanos e ao direito internacional.

Fonte: AFP

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