- A ministra da Saúde da Espanha informou que maio registrou 101 mortes associadas às altas temperaturas, o maior valor já para o mês.
- O Ministério ativou o Plano Calor, que está em vigor desde 16 de maio, para proteger vidas.
- A autoridade destacou que o calor chega cada vez mais cedo, o que aumenta o impacto sanitário.
- Entre 2015 e 2025, o MoMo estima mais de 27.500 mortes atribuídas às altas temperaturas; no ano passado foram 3.832.
- A AEMET prevê um verão mais quente do que o normal em grande parte do país, com temperaturas na última semana de maio entre 10 e 15 graus acima do habitual.
A Espanha registrou 101 mortes associadas às altas temperaturas em maio, o maior valor já registrado para o mês. A informação foi anunciada pela ministra da Saúde, Mónica García, nesta quarta-feira (3). O Ministério ativou o Plano Calor, que está em vigor desde 16 de maio, para proteger vidas.
Segundo a ministra, o calor não é apenas mais intenso, mas chega mais cedo. O efeito, diz García, é que o organismo ainda não se adaptou, elevando o risco à população. Ela ressaltou que o calor extremo costuma ter impacto sanitário significativo.
Entre 2015 e 2025, o MoMo (Monitoramento da Mortalidade Diária) estima mais de 27.500 mortes atribuíveis às altas temperaturas. No ano anterior, 2023, foram registrados 3.832 óbitos relacionados ao calor, o segundo pior dado da série histórica.
A AEMET (Agência Estatal de Meteorologia) prevê um verão mais quente do que o normal em grande parte do país. A ministra afirma que não basta saber quanto calor fará, é preciso entender quando chegará, por quanto tempo e quem estará mais exposto.
Plano Calor
O ministério informou que o plano tem como objetivo reduzir danos à saúde durante episódios de calor extremo. A iniciativa foi implementada para orientar ações de proteção à população, especialmente grupos vulneráveis, e para monitorar riscos ao longo da estação.
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