- Em junho, o pré‑candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, ampliou promessas voltadas à direita, fortalecendo a linha dura da campanha.
- O plano de segurança pública Brasil Sem Medo, apresentado em 18 de junho, reúne 12 medidas, incluindo castração química de estupradores e aumento do número de presídios federais.
- A pauta também incluiu a redução da maioridade penal para 16 anos.
- No campo econômico, Flávio defende privatizar os Correios e propor uma nova reforma tributária, além de defender o uso de inteligência artificial para controlar gastos públicos.
- Pesquisas indicam estabilidade relativa entre Lula e Flávio no cenário de segundo turno, e a campanha intensificou a linha de gestão de aliados e a defesa de políticas para o segmento mais fiel da base.
Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL, ampliou em junho promessas alinhadas à direita, buscando manter-se competitivo. A campanha intensificou viagens e propostas para a base mais fiel, após a divulgação de áudios envolvendo doações ao fundador do Banco Master.
A agenda do senador inclui medidas de segurança pública, economia e privatizações. No centro da pauta, ele defende ações firmes contra o crime e mudanças no sistema fiscal, com foco em reduzir distâncias com o eleitorado de direita.
A defesa de privatizações ganhou visibilidade ao citar os Correios, cuja situação financeira tem sido pauta crítica desde a saída da lista de entidades privatizáveis no governo Lula. O tema foi apresentado em entrevista à rádio Itatiaia.
Economia e Privatização
Em evento com a CNI, Flávio sinalizou a possibilidade de uma nova reforma tributária caso seja eleito. Também defendeu o uso de inteligência artificial para o controle de gastos públicos, destacando eficiência fiscal como prioridade.
A partir de junho, o deputado passou a enfatizar a privatização como ferramenta para reduzir déficits. A proposta de venda dos Correios ganhou relevância, conectando-se ao histórico de desestatizações apoiado pela base do PL.
Segurança Pública
O pacote Brasil Sem Medo, apresentado em 18 de junho, reúne 12 medidas voltadas ao combate ao crime organizado e ao endurecimento da legislação penal. Entre as propostas, destaca-se a castração química de estupradores e o objetivo de ampliar o número de presídios federais.
Outra peça central é a redução da maioridade penal para 16 anos, defendida por Flávio como parte de um conjunto de ações de lei e ordem, em linha com o tom de campanha de direita.
Campanha e desdobramentos
O discurso duro fez parte do ajuste da campanha após o embate público com Michelle Bolsonaro, que relatou sentir-se isolada no PL. A direção do partido tem buscado facilitar o diálogo entre as alas internas para evitar perdas de apoio.
Em junho, o núcleo próximo do senador ganhou reforços, incluindo Rogério Marinho e Daniella Marques, além de Eduardo Fischer, para dar suporte às estratégias de comunicação e jurídica, com metas de recuperar terreno perdido após os áudios e manter o ritmo da campanha.
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