- A Câmara dos Representantes dos EUA aprovou uma medida para impedir novas ações militares contra o Irã, com 215 votos a favor e 208 contra; quatro republicanos se uniram aos democratas.
- A aprovação é a quarta tentativa de limitar os poderes de guerra do presidente Donald Trump; resta saber se o Senado, controlado pelos republicanos, dará andamento à medida.
- Ainda que aprovada, a resolução pode não restringir totalmente ações militares; Trump poderia vetar, e derrubar o veto exigiria maioria de dois terços em ambas as casas.
- O democrata Jared Golden, que antes era contra, apoiou a medida; o deputado Thomas Massie, Brian Fitzpatrick, Tom Barrett e Warren Davidson votaram a favor junto com democratas.
- Paralelamente, houve anúncio de cessar-fogo entre Israel e Líbano mediado pelos EUA, com condições ligadas à interrupção do Hezbollah; novas negociações estão marcadas para 22 de junho.
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou uma medida para limitar novos ataques do presidente Donald Trump contra o Irã. A votação ficou em 215 a favor e 208 contra, com apoio de quatro republicanos aos democratas. A ação marca a quarta tentativa de frear poderes de guerra do presidente.
A resolução ainda precisa passar pelo Senado, controlado pelos republicanos, e poderia ser vetada por Trump. Mesmo com aprovação no Congresso, é improvável que restrinja totalmente ações militares contra o Irã, segundo analistas.
Entre os signatários, participaram os republicanos Thomas Massie, Brian Fitzpatrick, Tom Barrett e Warren Davidson, que votaram ao lado dos democratas. O democrata Jared Golden, de Maine, apoiou a medida nesta ocasião.
Cessar-fogo entre Israel e Líbano
O anúncio de cessar-fogo entre Israel e Líbano foi feito por meio de um comunicado do Departamento de Estado dos EUA, que mediava as negociações. O acordo prevê interrupção total dos ataques do Hezbollah e outras exigências, com retirada de integrantes do Hezbollah da área sul do Líbano.
A escalada de violência deixou mortos e deslocamentos na região. Nesta quarta, ataques israelenses atingiram o sul do Líbano, enquanto o Hezbollah lançou foguetes contra o norte de Israel. Os governos buscarão, em 22 de junho, novas tratativas para um acordo mais amplo.
O acordo ocorre em meio a uma série de ações recentes, incluindo ações dos EUA contra o Irã e retaliações iranianas contra o Kuwait. O Líbano relata mais de 3.500 mortes desde o início do conflito, segundo dados locais, com mais de um milhão de deslocados, conforme a ONU. Israel registra vítimas em ambos os lados da fronteira.
Entre na conversa da comunidade