- A Câmara dos Representantes aprovou uma resolução que limita os poderes do presidente Donald Trump e busca encerrar a guerra contra o Irã, por 215 votos a 208, com apoio de quatro republicanos.
- A medida precisa ainda ser votada pelo Senado e não depende de sanção do presidente.
- O objetivo é impedir que Trump faça ataques ao Irã sem autorização do Congresso; a votação reflete preocupação no Capitólio com o conflito.
- No mês passado, o Senado já aprovou texto semelhante para obrigar o fim de operações militares no Oriente Médio, mas o projeto não foi levado a votação final e está parado.
- Mesmo se aprovada, a medida pode enfrentar ações da Justiça por parte da Casa Branca, que contesta a inconstitucionalidade de limitar poderes para conduzir militar.
A Câmara dos Representantes dos EUA aprovou uma resolução que limita os poderes do presidente Donald Trump e busca encerrar a participação militar dos EUA no Irã. O objetivo é exigir autorização parlamentar para novas ações de combate, interrompendo operações já em curso. A votação ocorreu nesta quarta-feira, 2 de junho, em Washington.
A medida recebeu 215 votos a favor e 208 contra. Quatro republicanos votaram com os democratas. A resolução ainda precisa passar pelo Senado e não depende de sanção presidencial. O resultado evidencia preocupação entre parte do Congresso com o prolongamento do conflito.
O caminho para aprovação no Senado é incerto, já que a maioria ainda pertence aos republicanos. Para avançar, parte da bancada do Partido Republicano precisaria apoiar a medida ao lado dos democratas. Caso seja aprovada, pode seguir para veto ou sanção de Trump.
A Casa Branca sustenta que qualquer restrição aos poderes militares do presidente é inconstitucional. Mesmo com a aprovação na Câmara, analistas veem possível contestação judicial. O governo mantém que o Irã continua representando riscos regionais.
Parcialmente preocupados com custos e popularidade do conflito, alguns republicanos veem risco político em manter a ofensiva. Nos EUA, a militarização do Oriente Médio já gerou críticas e pressões sobre políticas externas.
Caso haja nova tramitação exitosa, a resolução exigirá coordenação entre as casas para definição de caminhos legais. Analistas ressaltam o impacto potencial nos próximos pleitos, incluindo as eleições de meio de mandato.
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