- O presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou participação na cúpula do G7 na França, de 15 a 17 de junho; o Brasil será representado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
- Trump informou a viagem pela rede Truth Social; a cúpula ocorre um dia após o UFC no gramado da Casa Branca.
- Lula disse que quer se reunir com Trump para tratar das tarifas propostas pelos EUA sobre o Brasil e pretende enviar uma carta ao presidente norte‑americano.
- As novas tarifas propostas são de 12,5% sobre importações de 59 países, incluindo Brasil e União Europeia, e teriam vigência a partir de julho, após audiências públicas.
- As medidas foram feitas pela Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 e ainda não estão em vigor; o formato de eventual encontro bilateral ainda não foi confirmado.
Donald Trump confirmou nesta quarta-feira a participação dos Estados Unidos na cúpula do G7, que ocorre de 15 a 17 de junho na França. O Brasil será representado por Luiz Inácio Lula da Silva. O encontro pode reunir os dois presidentes pela primeira vez desde a divulgação de tarifas americanas sobre produtos brasileiros.
O anúncio foi feito por Trump em sua conta na Truth Social. Em publicação, ele destacou ainda que o debate sobre o UFC, marcado para ocorrer no gramado da Casa Branca, será um dos momentos da agenda antes da cúpula.
Lula informou, em reunião ministerial, que pretende discutir as tarifas com Trump. O petista afirmou que enviará uma carta ao presidente americano e que o Brasil não pode aceitar o tratamento recebido. O formato do eventual encontro ainda é alvo de discussão no governo brasileiro.
Propostas de tarifas
Após impor uma tarifa de 25% sobre uma lista ampla de produtos brasileiros, a administração norte-americana anunciou, na noite de 2 de junho, novas propostas de tarifas. A União Europeia e 59 países, incluindo o Brasil, teriam sugestões de elevar tributos em 12,5%.
As novas tarifas ainda não estão em vigor. Elas seriam válidas a partir de julho, sujeitas a audiências públicas e consultas. A análise é conduzida pela Representante Comercial dos EUA, a USTR, sob a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.
Segundo a USTR, os países investigados não teriam adotado medidas suficientes para impedir o uso de trabalho forçado em cadeias produtivas ou para fortalecer fiscalização. O documento completo está disponível na íntegra em formato PDF, com detalhes técnicos das investigações.
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