- A Câmara dos Deputados dos EUA votou para iniciar um projeto de sanções amplas contra a Rússia e de ampliar a ajuda à Ucrânia, enfrentando oposição de líderes republicanos.
- O resultado foi 218 a 204, com seis republicanos e um independente que normalmente vota com eles cruzando as linhas para apoiar os democratas.
- O projeto ainda precisa passar pelo Senado e enfrenta objeções da Casa Branca, que pode vetá-lo se chegar ao presidente.
- O texto central prevê sanções ao setor de petróleo e gás russo, visando a principal fonte de receita de guerra de Moscou.
- A proposta ampliaria restrições a instituições financeiras, entidades que ajudam a contornar sanções e também atingiria organizações internacionais, empresas e governos que continuem fazendo negócios com entidades russas sancionadas; o texto também elimina a isenção de sanções concedida anteriormente pelo presidente.
O Congresso dos EUA avançou nesta quarta-feira com um projeto de lei que impõe sanções amplas à Rússia e amplia a ajuda à Ucrânia. A Câmara dos Deputados votou para abrir a discussão do texto. O resultado foi 218 a 204.
Defecções de Republicans e apoio de independentes ajudaram a enviar um sinal bipartidário de pressão sobre Moscou, mesmo diante de objeções na Casa Branca. O objetivo é aumentar o custo econômico da guerra para a Rússia.
A decisão ainda depende da aprovação no Senado e de possível veto do governo. O presidente Donald Trump sinalizou resistência a limitar a negociação com Moscou, o que pode inviabilizar a lei se chegar ao seu gabinete.
Detalhes do projeto
O foco central é um amplo pacote de sanções ao setor de petróleo e gás russo, visando reduzir a principal fonte de receita de guerra do Kremlin. A estratégia busca enfraquecer o financiamento da guerra.
O texto amplia restrições a instituições financeiras que mantenham negócios com autoridades e empresas estatais sancionadas. Também pretende coibir entidades que ajudem a contornar sanções existentes.
Além disso, o projeto mira organizações internacionais, empresas, bancos e governos que continuem mantendo vínculos com entidades sancionadas da Rússia, com atenção a atores na China e na Ásia Central.
Ao todo, o texto prevê o fim de uma isenção de sanções que Trump havia autorizado no início deste ano, eliminando tolerâncias anteriores.
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