- O Ministério Público Federal denunciou o chileno German Andres Naranjo Maldini por atentado à segurança de transporte aéreo, injúria racial, ameaça, desacato e resistência após episódio em voo entre Guarulhos e Frankfurt, em maio.
- Na madruga de 11 de maio, ele tentou abrir a saída de emergência da aeronave sobre Fortaleza, foi contido pela tripulação e passou a insultar comissários de bordo em espanhol, com ataques à cor da pele e à orientação sexual.
- Um dos alvos foi o comissário Bruno de Souza Rodrigues da Silva, alvo de ofensas como “macaco” e comentários sobre o cheiro de negro e brasileiro; as agressões foram registradas em vídeo pelo comissário.
- O chileno desembarcou na Alemanha, mas o caso foi encaminhado à Polícia Federal no Brasil, que pediu a prisão preventiva com parecer favorável do MPF; a Justiça Federal acolheu o pedido.
- O mandado de prisão foi cumprido em 15 de maio, quando ele retornou ao Aeroporto Internacional de Guarulhos; conforme a denúncia, ele voltou a proferir insultos raciais em uma sala VIP e resistiu à abordagem policial, com uso de algemas. O MPF também aponta que ele não tem residência fixa no Brasil.
O Ministério Público Federal denunciou German Andres Naranjo Maldini, chileno, por atentado contra a segurança de transporte aéreo, injúria racial, ameaça, desacato e resistência. A denúncia envolve episódio ocorrido em maio, a bordo de um voo entre Guarulhos e Frankfurt.
Segundo a acusação, na madrugada de 11 de maio o passageiro tentou abrir a saída de emergência durante o trecho sobre Fortaleza. Contido pela tripulação, ele passou a insultar comissários em espanhol, com ataques ligados à cor da pele, à orientação sexual e à nacionalidade brasileira.
O comissário Bruno de Souza Rodrigues da Silva foi alvo principal das ofensas, recebendo insultos como macaco e acusações de fedar a brasileiro. As agressões foram registradas em vídeo pelo próprio profissional, dentro da aeronave.
A defesa do acusado foi procurada para se manifestar. Os advogados Marcos Guimarães Soares e Carlos Kauffmann conduzem a defesa de Maldini, conforme informado ao Estadão. O espaço permanece aberto para resposta.
Detalhes do episódio
De acordo com a denúncia, o chileno proferiu que a pele negra era o principal problema, repetindo a expressão negativa sobre o cheiro associado aos brasileiros. Em outra sequência, imitava um primata diante da tripulação, reforçando as ofensas.
Após o incidente, Maldini desembarcou normalmente no aeroporto de Frankfurt. A Polícia Federal foi acionada e solicitou a prisão preventiva, com parecer favorável do MPF. A Justiça Federal acolheu o pedido.
Andamento do caso
No dia 15, o investigado retornou ao Aeroporto de Guarulhos vindo do exterior e permaneceu em uma sala VIP da mesma companhia aérea. Ao ser abordado, voltou a proferir ofensas contra funcionárias do local.
Segundo o MPF, o chileno reagiu à fiscalização com desacato e resistência, tornando necessário o uso de algemas por parte dos agentes. Em percurso até a delegacia, ele teria feito novas ameaças de morte aos policiais.
A denúncia sustenta que Maldini não possui residência fixa no Brasil, elemento relevante para a prisão preventiva. O caso segue sob tramitação na Justiça Federal.
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