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Especialistas veem espaço para Brasil negociar nova ameaça tarifária dos EUA

Especialistas veem espaço para negociação diante da nova ameaça tarifária dos EUA, com Brasil buscando acordos e consumidores americanos impactados pelas tarifas

Especialistas avaliam que, assim como no tarifaço de 2025, existe espaço para o Brasil negociar nesta nova ameaça tarifária dos EUA — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
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  • Especialistas em Relações Internacionais dizem que o Brasil pode negociar nesta nova ameaça tarifária dos EUA, assim como ocorreu no tarifaço de 2025.
  • Estimativas apontam que dois em cada dez itens brasileiros exportados para os EUA podem ser taxados, entre eles cimento, máquinas, madeira, pneus e peças de motores.
  • O setor de engenharia e construção foi responsável por exportação de US$ 1,3 bilhão aos Estados Unidos em 2026, e é alvo potencial das tarifas.
  • Produtos que interessam aos americanos, como café, carnes, aeronaves e terras raras, foram poupados nesta rodada.
  • Economistas ressaltam que ampliar acordos comerciais, abrir canais entre empresários e a pressão de consumidores americanos podem influenciar negociações, especialmente com o cenário político dos EUA em 2026.

Especialistas em Relações Internacionais avaliam que o Brasil pode se beneficiar ao ampliar acordos comerciais com outros países e ao manter canais abertos entre empresários. A pressão dos consumidores americanos também é apontada como fator que pode influenciar conversas, já que tarifas elevadas prejudicam o próprio mercado dos EUA.

No centro do embate estão itens industriais brasileiros, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. Dois em cada dez itens exportados para os EUA podem ser taxados. Cimento, máquinas, madeira, pneus, óleos animais, peças de motores e equipamentos de engenharia foram citados como setores sensíveis, com destaque para o setor de engenharia e construção, que exportou US$ 1,3 bilhão em 2026.

Produtos considerados de interesse para os EUA receberam alguma proteção nesta rodada. Café, carnes, aeronaves e terras raras — metais utilizados em tecnologia — ficaram entre os poupados. O peso estratégico desses materiais para a China e para o avanço tecnológico norte-americano é destacado por especialistas, que veem o Brasil como possível aliado estratégico em negociações futuras.

Contexto do embate comercial

A tensão com os EUA se assemelha ao tarifão de 2025, quando o governo americano ampliou tarifas sobre o aço brasileiro e aplicou sobretaxas a diversos setores. Naquele ano, as exportações brasileiras mostraram oscilações: alta entre junho e julho, queda em outubro, e recuperação parcial em novembro, com decisões da Suprema Corte dos EUA influenciando o cenário.

As medidas de 2025 começaram a valer um mês após a divulgação inicial, provocando ajustes logísticos e comerciais por parte de empresas brasileiras. Entre as lições, destaca-se a importância de diversificar mercados e de manter aberto o diálogo com compradores e governos, para evitar impactos severos no emprego e na produção local.

Olhares sobre o novo ciclo de negociação

Especialistas ressaltam que eleições nos EUA em 2026 podem alterar o desenho das tarifas, pois o Legislativo pode pressionar o governo a recuar para proteger empregos em distritos específicos. A participação de deputados e a demanda por reeleição aparecem como fatores que podem favorecer acordos mais vantajosos para o Brasil.

Nesse cenário, a atuação brasileira tende a se apoiar na ampliada rede de acordos comerciais, na facilitação de negociações entre empresários e na mobilização de consumidores americanos que também perdem com tarifas elevadas. O objetivo é reduzir tarifas e abrir espaço para comércio mais previsível e estável entre os dois países.

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