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Espiões chineses usam LinkedIn para mirar autoridades britânicas e militares

Alerta de MI5: espiões chineses usam LinkedIn, Indeed e Upwork para recrutar britões com acesso a informações sensíveis e estratégicas

The Ministry of Defence, Whitehall. The Five Eyes powers, which includes Britain, are warning about fake recruiters who claim to work for thinktanks or businesses.
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  • Espiões chineses estariam usando sites de emprego, incluindo LinkedIn, para mirar funcionários do governo e militares do Reino Unido, segundo alerta do MI5.
  • O objetivo são recrutamentos com anúncios de vagas inexistentes, como analistas de defesa ou de política externa, para obter informações “não públicas”.
  • Alvos incluem pessoas com acesso direto ou indireto a informações confidenciais, como titulares de clearance, militares e profissionais ligados a defesa, segurança e economia.
  • O processo envolve entrevistas virtuais disfarçadas de consultorias, checagem de currículos e pedidos de relatórios de teste sobre China, defesa ou comércio, com avanços para mensagens criptografadas.
  • Pagamentos por relatórios variam de centenas a milhares de dólares, feitos por plataformas como PayPal, Wise ou criptomoedas, com risco de acusação de espionagem para quem divulgar informações não autorizadamente.

O MI5 alertou que espionagem chinesa mira funcionários do governo e do setor militar do Reino Unido por meio de anúncios de emprego em sites de recrutamento e redes profissionais. A operação é descrita como agressiva, com agentes da inteligência militar da China simulando trabalhar para consultorias privadas ou think tanks.

Segundo o documento conjunto de ASIO, CSIS, FBI, MI5 e NZSIS, os anúncios visam posições como analistas de política externa e defesa. Os recrutadores pressionam candidatos a revelar informações não públicas ou sensíveis, potencialmente valiosas para Beijing.

As ações ocorrem em plataformas como LinkedIn, Indeed e Upwork, com agentes fingindo ser consultores de RH de empresas aparentemente legítimas situadas em outros países. Mesmo quem não tem acesso direto a segredo de Estado pode ter informações estratégicas visadas.

Quem pode ser recrutado inclui titulares de autorização de segurança, militares com conhecimento regional, e pessoas com acesso indireto a informações governamentais, como acadêmicos ou jornalistas ligados a defesa e economia.

Após postar os anúncios, os agentes analisam currículos em busca de possíveis acessos relevantes. Entrevistas são virtuais, com identidades ocultas, e os candidatos podem ser solicitados a redigir relatórios de teste.

Os tutores continuam a conduzir a conversa em plataformas de mensagens criptografadas, buscando informações adicionais sobre contatos governamentais ou atividades militares. Pagamentos variam de centenas a milhares de dólares por relatório.

A nota de alerta avisa que a divulgação não autorizada de informações pode configurar crime de espionagem. O MI5 já havia sinalizado anteriormente uso de LinkedIn para atrair britânicos em áreas sensíveis, com relatos de dezenas de milhares de potenciais alvos.

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