- O ministro Mauro Vieira e Jamieson Greer, representante de Comércio dos Estados Unidos, tiveram um breve encontro durante a reunião da OCDE, na França, nesta quarta-feira (3/5).
- Greer disse estar aberto a dialogar sobre as tarifas adicionais propostas sobre produtos brasileiros e afirmou a disposição norte-americana de debater questões comerciais.
- Vieira afirmou que as recomendações do Escritório do Representante de Comércio dos EUA reforçam a necessidade de intensificar as conversas bilaterais.
- O ministro relembrou que o prazo de 30 dias acordado entre Lula e Trump deve ser utilizado para avançar uma solução negociada.
- O USTR informou que 60 países, incluindo o Brasil, não proibiram nem fiscalizaram o uso de trabalho forçado; como resposta, foram propostas tarifas adicionais de 12,5% para esses países, com possibilidade de 25% sobre mercadorias brasileiras, caso confirmadas.
Durante a reunião ministerial da OCDE, na França, dois órgãos-chave dialogaram sobre tarifas comerciais entre Brasil e Estados Unidos. O encontro ocorreu nesta quarta-feira, 3 de maio, entre o chanceler brasileiro Mauro Vieira e o representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer. O tema central foi a possibilidade de negociação de tarifas adicionais cobradas sobre produtos brasileiros.
Greer informou ao chanceler brasileiro a disposição dos EUA para dialogar sobre as tarifas. A conversa ocorreu de forma breve, com o emissário americano sinalizando abertura para tratar as questões comerciais em debate entre os dois países. Vieira ressaltou que as recomendações do USTR reforçam a necessidade de avançar em conversas bilaterais.
Contexto e cronograma de negociação
A reunião acontece em meio a um prazo de 30 dias acordado entre os presidentes Lula e Trump para buscar uma solução negociada. O período foi citado pelo ministro brasileiro como oportunidade para intensificar as tratativas, segundo apuração de reportagem. A janela busca evitar medidas unilaterais enquanto há diálogo.
Na mesma linha, o governo dos EUA evalua ações adicionais. Em relatório do USTR divulgado recentemente, 60 países, entre eles o Brasil, teriam falhado em proibir trabalho forçado na produção de mercadorias. A proposta norte-americana inclui tarifas de 12,5% sobre produtos desses países.
Paralelamente, o governo dos EUA mantém a possibilidade de aplicação de tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras, caso haja confirmação de práticas que afetem o comércio com os EUA. As informações indicam que, se confirmadas, as duas tarifas poderiam ser somadas aos produtos afetados.
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