- Centenas de manifestantes realizaram protestos na região central de Santiago contra cortes na educação e a megareforma anunciada pelo governo de Antonio Kast.
- A mobilização foi convocada pela Confederação dos Estudantes do Chile (Confech) e pelo Sindicato dos Professores do Chile.
- Imagens mostram estudantes com cartazes sendo dispersos pela polícia, com jatos de água e carros blindados.
- Um dos pontos é a orientação do Ministério da Fazenda para reduzir em três por cento o orçamento de cada pasta, incluindo educação, o que, segundo a Confech, ameaça o financiamento dos serviços básicos.
- Os atos também questionam a megareforma de Kast e a Lei das Escolas Protegidas, considerados pela Confech como medidas punitivas e com poucos mecanismos de prevenção, abrindo espaço para abusos de poder.
Centenas de estudantes protestaram no Chile nesta quarta-feira (3/6) contra cortes na educação e contra a megareforma anunciada pelo governo de Antonio Kast. A mobilização ocorreu principalmente na região central de Santiago, capital do país. A manifestação foi convocada pela Confederação dos Estudantes do Chile (Confech) e pelo Sindicato dos Professores do Chile.
Imagens de TV e redes sociais mostraram jovens com cartazes sendo dispersados pela polícia, com uso de jatos d’água e carros blindados. Os relatos indicam atuação de forças de segurança para conter as aglomerações e garantir o tráfego nas vias da capital.
Entre as reivindicações, os manifestantes criticaram orientações do Ministério da Fazenda para reduzir 3% do orçamento de cada pasta, incluindo saúde e educação. A Confech afirma que os cortes ameaçam o financiamento de serviços básicos e não houve garantias de preservação desses serviços.
Os estudantes também se posicionaram contra a megareforma de Kast e contra a Lei das Escolas Protegidas, aprovada pelo Congresso para enfrentar violência nas comunidades escolares. Segundo a confederação, a legislação impõe medidas punitivas sem uma abordagem preventiva clara.
A Confech ressalta que a reforma pretende ampliar poderes com diretrizes ambíguas, o que pode favorecer abusos de poder e violação de direitos. Até o fechamento desta reportagem, as atividades estavam ocorrendo em várias vias de Santiago, com mobilização ainda em curso.
O protesto foi marcado para as 10h30 e, conforme registros, houve continuidade das ações até o momento da publicação. Não houve confirmação de número oficial de participantes nem de incidentes graves durante o andamento.
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