- Os EUA avaliam a possibilidade de posicionar armas nucleares em outros países da Otan na Europa, além dos seis que já recebem bombardeiros com capacidade nuclear, para fortalecer a garantia de defesa.
- As discussões são confidenciais e podem não resultar em mudanças no acordo de compartilhamento nuclear, conforme relatos de fontes ouvidas pelo Financial Times.
- Polônia e alguns Estados bálticos demonstram interesse em abrigar bases de aeronaves de dupla capacidade, que podem realizar ataques nucleares.
- A possibilidade de expansão não é iminente; as conversas acontecem nos canais da Otan e foram influenciadas por temores sobre a retirada de tropas e de armas pelo governo americano.
- O programa de compartilhamento nuclear da Otan envolve Bélgica, Alemanha, Itália, Holanda, Turquia e Reino Unido; as armas permanecem sob controle dos EUA e são protegidas por tropas americanas.
Os Estados Unidos discutem a possibilidade de posicionar armas nucleares em outros países da Otan, para reforçar garantias de segurança diante de mudanças no cenário de defesa. A ideia envolve ampliar o uso de aeronaves de dupla capacidade (DCA) já presentes na região.
Autoridades americanas sinalizam abertura a implantações adicionais além dos seis países que já abrigam bombardeiros com capacidade nuclear, segundo o Financial Times. As conversas são confidenciais e podem não resultar em mudanças formais.
Países do flanco oriental da Otan, como Polônia e Estados bálticos, demonstram interesse em receber bases de DCA, conforme relatos de fontes próximas às negociações. O tema ganha peso diante de tensões com a Rússia.
A Polônia tem mostrado apoio público à expansão, com o ex-presidente Andrzej Duda defendendo a medida. Varsóvia também participa de iniciativas europeias para explorar posterior transferência temporária de componentes do arsenal nuclear francês, em linha com parcerias estratégicas.
As discussões ocorrem no âmbito da Otan, com maior interesse entre aliados próximos às fronteiras russas. O período atual é marcado pela invasão da Ucrânia pela Rússia e por alertas de Vladimir Putin sobre capacidades atômicas, que acendem o debate sobre dissuasão.
Ainda não há um acordo iminente para expandir o recebimento de armas nucleares. O programa de compartilhamento nuclear da Otan envolve Bélgica, Alemanha, Itália, Holanda, Turquia e Reino Unido, com as armas sob custódia dos EUA.
A aliança afirma que o arranjo, criado na Guerra Fria, permite que aliados não nucleares participem de planejamento e dissuasão nuclear, sem que haja necessidade de adquirir arsenais próprios. A resposta aos ataques continua sendo a dos EUA, com comando aliado para uso autorizado das armas.
Variadas mudanças na postura de Trump sobre tropas e armas na Europa intensificaram temores de lacunas de defesa. Apesar disso, aliados europeus se comprometeram a elevar gastos e capacidades convencionais, mantendo o guarda-chuva nuclear como elemento central.
O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, ressaltou recentemente a necessidade de manter a dissuasão na Europa estável, mesmo diante de maior foco em outros teatros. A declaração enfatizou que a defesa coletiva deve permanecer igual.
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