- O Escritório de Comércio dos Estados Unidos propôs sobretaxa de 12,5% sobre todos os produtos brasileiros por falha no combate ao trabalho forçado.
- O Brasil está incluído numa lista de sessenta países suspeitos de não proibir práticas de trabalho forçado na produção.
- A medida se baseia na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.
- A embaixadora Jamieson Greer afirmou que não se tolera a disparidade e que parceiros devem agir para evitar o uso de trabalho forçado.
- A decisão ainda depende de etapas regulatórias futuras e pode impactar o comércio entre os dois países.
O Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR) propôs uma sobretaxa de 12,5% sobre todos os produtos brasileiros como resposta a suposta falha no combate ao trabalho forçado. Ação atinge o Brasil, integrante de uma lista de 60 países acusados de práticas inaceitáveis na produção.
A medida se baseia na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que autoriza tarifas diante de atos e políticas comerciais consideradas prejudiciais. O objetivo é pressionar parceiros a endurecer controles contra o trabalho forçado.
A decisão foi comunicada com a justificativa de que a falha de parceiros comerciais em impedir mercadorias produzidas com trabalho forçado compromete a competição justa. Segundo o comunicado, alguns governos já adotaram medidas, mas é necessário ampliar ações.
Analistas destacam que a tarifa pode aumentar custos de insumos brasileiros e impactar setores exportadores. O movimento acompanha uma linha de endurecimento do governo americano em relação a práticas trabalhistas globais.
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