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EUA propõem tarifa ao Brasil por falha no combate ao trabalho forçado

EUA propõem tarifa de 10% a 12,5% para Brasil, União Europeia e 58 países por falha no combate ao trabalho forçado

Donald Trump e o representante da USTR, Jamieson Gree (Alex Wong/Getty Images)
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  • O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) concluiu uma nova investigação da seção 301 e propôs tarifa de 10% a 12,5% para o Brasil, a União Europeia e outros 58 países por suposta falha no combate ao trabalho forçado.
  • A recomendação foi feita um dia após o governo dos Estados Unidos pedir uma sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros.
  • A proposta aponta falha de parceiros comerciais em impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado, citando medidas já adotadas pelo USMCA e por acordos de comércio recíproco.
  • Jamieson Greer, representante do USTR, afirmou que é inaceitável a competição de trabalhadores americanos em condições desiguais.
  • A notícia está em atualização.

O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) concluiu uma investigação da seção 301 e propôs tarifas de 10% a 12,5% para o Brasil, a União Europeia e mais 58 países, por falha no combate ao trabalho forçado. A medida foi anunciada na terça-feira, 2, nos EUA, como resposta a práticas consideradas prejudiciais aos trabalhadores locais.

A proposta ocorre um dia após o governo dos EUA ter pedido uma sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros. A iniciativa, ainda sujeita a propostas de mercado e consultorias, visa reduzir importações de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

Segundo Jamieson Greer, representante do USTR, a falha de parceiros comerciais em impedir a entrada de bens produzidos com trabalho forçado é inaceitável e cria competição desleal para trabalhadores americanos. A nota acrescenta que alguns parceiros já adotaram medidas, incluindo o USMCA e compromissos de acordos de comércio recíproco, mas enfatiza que é necessária atuação mais ampla.

Contexto e próximos passos

A tarifa sugerida pelo USTR pode gerar negociação entre os países visados e o bloco americano, com avaliação de impactos econômicos e comerciais. O governo norte-americano vem mantendo pressão para que parceiros fortaleçam controles sobre cadeias produtivas. A decisão final depende de etapas formais de tariffação e de consultas com as partes envolvidas.

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