- O governo do Iraque anunciou o início de um processo para desarmar milícias, com a criação de um comitê para coordenar a ação.
- O objetivo principal é que grupos que integram as Forças de Mobilização Popular entreguem as armas ao Estado, e, em troca, seus membros passem a integrar estruturas de segurança iraquianas.
- As PMF foram criadas em meados de 2014 para conter o avanço do Estado Islâmico e receberam treinamento do Corpo dos Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC) do Irã.
- A coalizão é formada por cerca de sessenta milícias, muitas com fortes laços ideológicos com o Irã e atuação independente; o Kata’ib Hezbollah é um exemplo.
- Asaib al-Haq e Brigas Imam Ali já concordaram em entregar as armas; Saraya al-Salam, liderada pelo clérigo Moqtada al-Sadr, seguiu o mesmo caminho, em meio a pressões dos Estados Unidos.
O governo do Iraque anunciou o início de um processo para desarmar milícias no país. O objetivo é reduzir a força de grupos aliados ao Irã e reorganizar a segurança interna.
Foi criado um comitê para coordenar a ação, conforme divulgado pelo porta-voz das Forças Armadas, Sabah al-Nu’man, nesta quarta-feira. A iniciativa depende de propostas oficiais de entrega de armas.
O foco central é que as Forças de Mobilização Popular (PMF) entreguem seus armamentos ao Estado. Em contrapartida, membros dessas organizações devem ser integrados às estruturas de segurança iraquianas.
Estrutura e contexto
As PMF nasceram em 2014 para conter o avanço do Isis e receberam treinamento do IRGC, do Irã. Hoje a coalizão reúne cerca de 60 milícias, com fortes vínculos ideológicos com o Irã.
Grupos que já sinalizam mudança
Duas das milícias mais influentes, Asaib al-Haq e as Brigas Imam Ali, concordaram em entregar armas. Saraya al-Salam, grupo ligado a Moqtada al-Sadr, também sinalizou adesão ao desarmamento.
Contexto internacional
A iniciativa ocorre após pressão dos Estados Unidos, que têm cobrado o Iraque pelo controle de facções armadas ligadas ao Irã. Washington aponta riscos à estabilidade regional.
Panorama da implementação
Ainda não há prazo definitivo para a conclusão do desarmamento. O comitê deverá coordenar etapas, incluindo avaliação de cada grupo e critérios de reintegração às forças de segurança.
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