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Países rejeitam acusação de trabalho forçado e questionam tarifa de Trump

Reação internacional às tarifas de Trump: China nega acusações de trabalho forçado e UE classifica medidas como injustificadas, mantendo diálogo

O presidente dos EUA, Donald Trump, durante uma reunião de gabinete na Casa Branca, em Washington, D.C., EUA, na quarta-feira, 27 de maio de 2026
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  • O governo dos EUA propôs tarifas adicionais de 10% ou 12,5% sobre importações de 60 economias, para combater o uso de trabalho forçado.
  • a China rejeita tarifas unilaterais e nega acusações de trabalho forçado, dizendo não existir tal prática em seu país.
  • Taiwan afirma estar confiante de que o resultado final refletirá acordos já alcançados, garantindo tratamento relativamente preferencial.
  • a Índia participa do diálogo com Washington pela Seção 301; as tarifas propostas ainda não são definitivas.
  • a União Europeia classifica as tarifas como injustificadas; o Reino Unido segue conversando com os EUA e mantém medidas para combater trabalho forçado, mantendo acesso preferencial existente.

O governo dos Estados Unidos propõe tarifas adicionais de 10% ou 12,5% sobre importações de 60 economias, como parte de uma ofensiva contra o uso de trabalho forçado na cadeia global de suprimentos. A ação é apresentada pelo Escritório do Representante de Comércio (USTR) como medida para defender o comércio americano.

Países responderam à proposta na quarta-feira (3). Pequim rejeita tarifas unilaterais e nega acusações de trabalho forçado, afirmando que a China não utiliza essa prática e que não pode ser usada como pretexto político. Taiwan expressa cautela, esperando resultados compatíveis com acordos prévios.

A Índia confirmou a aplicação da alíquota de 12,5% e reforçou que continua em diálogo com Washington, destacando que as tarifas ainda não são definitivas. O Reino Unido informou manter conversas regulares com os EUA e adotará medidas para combater o trabalho forçado nas cadeias de suprimento domésticas e globais.

Reação da União Europeia

O porta-voz da Comissão Europeia indicou que as conclusões preliminares da investigação serão analisadas com cuidado, mantendo o diálogo com o governo americano. A UE classificou as tarifas propostas como injustificadas, mantendo postura de neutralidade no processo.

Bernd Lange, presidente da Comissão de Comércio Internacional do Parlamento Europeu, afirmou que as tarifas já eram esperadas, apesar de considerar as conclusões da investigação americana absurdas, visto que a UE proibiu importação de produtos com trabalho forçado em 2024.

A União Europeia, maior parceira comercial dos EUA, havia concordado em julho do ano passado com tarifas de até 15% sobre diversas exportações. O USTR sustenta que as medidas europeias não entram plenamente em vigor até 2027 e não abrangem elementos-chave.

O ministro das Finanças da França, ao comentar o tema, disse que o objetivo é ratificar o acordo comercial mantendo o diálogo aberto, reconhecendo que há nuances no debate mas sem interromper negociações.

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