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Planalto espera encontro entre Lula e Trump no G7 na França

Lula participa do G7 na França; encontro com Trump deve tratar de tarifas e de sobretaxa de até 37,5% sobre mercadorias brasileiras

Trump e Lula durante encontro na Casa Branca, em 7 de maio de 2026 — Foto: Presidência da República
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  • Encontro entre Lula e Donald Trump está previsto durante a cúpula do G7, que ocorre entre 15 e 17 de junho em Evian, França.
  • Planalto acredita que, por ser evento com menos participantes, um encontro entre os dois líderes é “inevitável”, ainda sem agenda oficial. Lula pretende discutir tarifas e fortalecer parcerias com os EUA.
  • O Brasil não faz parte do G7, mas Lula tem sido convidado a participar das reuniões desde o retorno dele ao Planalto em 2023.
  • Nos EUA, propostas de sobretaxas indicam 12,5% adicionais sobre produtos de 60 países, entre eles o Brasil, em retaliação por questões ligadas a trabalho forçado e comércio.
  • Lula afirmou que ainda não havia comunicado oficial recebimento dessas propostas pelos Estados Unidos e que pretende enviar uma nova carta a Trump; ele participou de reunião no Palácio do Planalto.

O Planalto aposta em um encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governo dos EUA durante a cúpula do G7, na França. A reunião em Evian está marcada para acontecer entre 15 e 17 de junho, quando Lula participa como convidado do anfitrião. O objetivo é discutir tarifas e reforçar parcerias com Washington.

Segundo fontes do Palácio do Planalto, não há agenda oficial fechada entre Lula e o presidente americano, mas a presença de ambos no mesmo espaço torna o encontro provável. O G7 reúne EUA, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Japão.

O tema de tarifas voltou a ocupar o noticiário após uma investigação dos EUA sobre trabalho forçado. O relatório aponta que 60 países, entre eles o Brasil, estão na lista deprodutividade questionada, com propostas de sobretaxas. Como resposta, Washington cogita aplicar 12,5% adicionais sobre mercadorias desses países.

Essa sobretaxa pode ser somada a outra proposta norte-americana, de tarifas voltadas a práticas que prejudicam o comércio. Se adotadas, as tarifas combinadas chegariam a 37,5%, próximo dos 40% observados no ano anterior, dependendo de aprovação formal.

Em comunicado divulgado pelo governo brasileiro, o Itamaraty informou que as novas medidas de retaliação ou restrição ainda dependem de etapas técnicas. O Brasil acompanha o desenvolvimento das propostas e mantém canais de diálogo com Washington.

Lula afirmou, em uma reunião no Palácio do Planalto, que não havia recebido confirmação oficial sobre as propostas de tarifas. O presidente disse ainda que pretende encaminhar uma nova comunicação a Donald Trump para esclarecer posições e buscar alinhamento.

Durante o encontro, o presidente também reforçou críticas à atuação de autoridades norte-americanas em temas comerciais e de desmatamento, sinalizando a continuidade de posições de defesa de interesses brasileiros sem adotar tom confrontacional.

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