- O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, afirmou que grupos ligados ao narcotráfico financiam parte dos protestos que bloqueiam estradas e prejudicam o abastecimento em La Paz.
- A acusação foi feita durante a posse do novo ministro da Defesa, Ernesto Justiniano, e Paz a descreveu como uma batalha pela institucionalidade do país.
- Segundo ele, autoridades identificaram recursos financeiros vindos de regiões produtoras de coca usados para financiar as mobilizações contra sua gestão.
- Os protestos contam com apoio de setores sindicais, organizações camponesas e grupos próximos ao ex-presidente Evo Morales, gerando transtornos no transporte e desabastecimento.
- Paz também disse que há uma campanha de desinformação nas redes sociais, com conteúdos produzidos tanto no país quanto no exterior, para promover o confronto.
O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, acusou grupos vinculados ao narcotráfico de financiar parte dos protestos que bloqueiam estradas e prejudicam o abastecimento em La Paz. A afirmação foi feita durante a cerimônia de posse do novo ministro da Defesa, Ernesto Justiniano.
Paz disse que a Bolívia enfrenta uma “batalha” contra organizações que tentam desestabilizar o país, associando os protestos a interesses criminosos. Segundo o presidente, recursos vindos de regiões produtoras de coca teriam sido usados para financiar mobilizações contra seu governo.
O presidente separou pedidos legítimos de movimentos sociais das ações que, na visão dele, atuam para desestabilizar a democracia. Protestos estão ocorrendo com participação de sindicatos, camponesas e grupos próximos ao ex-presidente Evo Morales.
A greve congestionou vias e comprometeu o transporte, com impactos no abastecimento de hospitais, alimentos, combustíveis e medicamentos nas grandes cidades, especialmente La Paz e El Alto.
Paz afirmou ainda que há uma campanha de desinformação nas redes sociais, com conteúdos produzidos tanto no território boliviano quanto no exterior. Ele descreveu o movimento como uma “guerra” contra a Bolívia e pediu unidade nacional.
O chefe de Estado reiterou a necessidade de enfrentar pobreza, corrupção e narcotráfico, afirmando que o governo buscará vencer essa batalha para proteger a pátria e a democracia. Não houve participação de opositores na cerimônia de defesa.
Entre na conversa da comunidade