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Tensões no Oriente Médio aumentam após nova troca de ataques entre EUA e Irã

Nova escalada no Golfo aumenta o risco de prolongar o conflito, com ataques iranianos ao Kuwait e retaliações americanas perto de Ormuz

Militares americanos atacam navio nas proximidades do Estreito de Ormuz
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  • Ataque iraniano com drones e mísseis atingiu o aeroporto do Kuwait, deixando uma pessoa morta e outras feridas; voos são retomados gradualmente a partir do terminal 4.
  • O Exército do Bahrein afirmou ter interceptado três mísseis e vários drones; o Irã disse ter atacado a sede da Quinta Frota dos EUA e outros alvos na região.
  • Os Estados Unidos afirmaram ter abatido mísseis que não atingiram seus alvos e também realizaram ataques na ilha de Qeshm, perto do Estreito de Ormuz.
  • Os ataques elevaram os preços do petróleo, que avançaram mais de 2% no início da sessão, com o Estreito de Ormuz permanecendo amplamente fechado.
  • As negociações entre Washington e Teerã seguem sem acordo formalizado, após sinalizações de avanço, e há avaliações de que a escalada pode prolongar o conflito.

No Golfo Pérsico, as hostilidades voltaram a se intensificar nesta quarta-feira após uma nova rodada de ataques entre EUA e Irã. Um ataque iraniano atingiu o aeroporto do Kuwait com drones e mísseis, enquanto as forças americanas sofreram bombardeios próximos ao Estreito de Ormuz. A escalada ocorre em meio a sinais de estagnação nas negociações para interromper o conflito e reabrir o Estreito de Ormuz.

Pelo menos uma pessoa morreu e outras ficaram feridas no Kuwait após os danos causados pelas ações. A autoridade de aviação civil informou que a Kuwait Airways retomaria voos gradualmente a partir do terminal 4, após avaliar os danos e reforçar a segurança.

O Exército do Bahrein afirmou ter interceptado três mísseis e vários drones. O Irã alegou ter atacado instalações da Quinta Frota dos EUA e uma base aérea, sem detalhar mais locais. Os EUA disseram ter visto parte dos mísseis falharem ou variarem de trajeto.

Segundo informações militares, dois mísseis iranianos lançados ao Kuwait não atingiram o alvo. Além disso, outros mísseis balísticos não conseguiram cumprir seus objetivos na região, conforme relatos das Forças Americanas.

As trocas de ataques vêm ocorrendo desde a semana passada, mesmo com avanços aparentes para um acordo preliminar. O entendimento não foi formalizado, abrindo espaço para novas hostilidades.

Mohsen Rezaei, assessor do aiatolá Khamenei, afirmou que o Irã não permitirá ultrapassagens nas negociações nem no cessar-fogo, advertindo resposta contundente a agressões. Em X, ele reforçou a disposição de usar mísseis e drones.

Anwar Gargash, assessor dos Emirados Árabes Unidos, destacou a necessidade de resposta firme e coordenada dos países do Golfo, afirmando que a agressão afeta toda a região.

Pelo lado americano, autoridades disseram ter abatido drones visando navios civis e bases no Kuwait, além de ataques à ilha de Qeshm, próxima ao Estreito de Ormuz, após tentativas iranianas.

A imprensa iraniana afirmou que a Marinha Revolucionária lançou mísseis contra uma embarcação intitulada Panaya, em retaliação a um suposto ataque a um petroleiro iraniano próximo a Ormuz.

Em meio à tensão, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que as negociações continuam. Em entrevista, Trump afirmou que o Irã concordou em não possuir armas nucleares e mencionou a participação de Khamenei nas tratativas.

No conjunto, o conflito já dura cerca de três meses e eleva os riscos de uma crise energética global, com o Estreito de Ormuz permanecendo parcialmente fechado há meses. O mercado reagiu com alta de mais de 2% nos preços do petróleo.

Desdobramentos

  • A escalada coloca em risco acordos que poderiam abrir espaço para negociações sobre o programa nuclear do Irã.
  • Analistas avaliam impacto direto na infraestrutura regional e na segurança marítima, especialmente para o comércio de energia.

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