- A Trip.com planeja investir cerca de 15 bilhões de yuans (US$ 2,2 bilhões) nos próximos cinco anos em campanhas de marketing para atrair mais turistas estrangeiros à China.
- Os recursos serão usados em endossos de marcas, promoções com influenciadores e ações de marketing offline, conforme o cofundador e presidente executivo James Liang, em Guilin, no dia 1º de junho de 2026.
- A iniciativa visa ampliar o turismo receptivo, considerado uma das maiores oportunidades de crescimento na China, que, segundo Liang, pode gerar até US$ 300 bilhões em divisas até 2030.
- Em 2025, a China registrou 35,2 milhões de viagens internacionais, alta de 30,5% ante 2024 e 10,3% acima de 2019; entradas sem visto representaram mais de 70% do total.
- Ainda assim, a receita do turismo representa menos de 1% do PIB, com desafios como acesso à internet para estrangeiros, oferta de vida noturna e promoção externa insuficiente.
A Trip.com planeja investir cerca de 15 bilhões de yuans, ou US$ 2,2 bilhões, em marketing nos próximos cinco anos. O objetivo é atrair mais turistas estrangeiros para a China e ampliar o país entre os principais destinos mundiais.
O anúncio foi feito pelo cofundador e presidente executivo James Liang Jianzhang durante um fórum sobre turismo receptivo em Guilin, na região autônoma de Guangxi Zhuang, na segunda-feira, 1º de junho de 2026. A empresa é listada na Nasdaq.
O plano contempla endossos de marcas, campanhas com influenciadores e ações de marketing offline. Liando disse que o investimento reforça a visão de que o turismo inbound é uma grande oportunidade de crescimento não explorada pela China.
A iniciativa surge em meio a sinais de recuperação do turismo receptivo, com flexibilização de vistos, pagamentos móveis e expansão de conteúdo nas redes sociais contribuindo para aumento de visitantes. Dados oficiais apontam recuperação gradual no país.
Em 2025, a China registrou 35,2 milhões de viagens internacionais, alta de 30,5% frente 2024 e 10,3% acima de 2019. A maioria das entradas ocorreu sem visto, representando mais de 70% do total.
Apesar do crescimento, a receita do turismo externo ainda representa menos de 1% do PIB chinês, muito aquém de Hul, EUA e Tailândia, onde o turismo responde por mais de 10% do PIB. Limitações de internet para estrangeiros e opções de entretenimento em grande escala são apontadas como entraves.
Segundo dados de 2025, a Trip.com recomenda prioridades regionais para o inbound. Xangai e Pequim devem focar viajantes de alto poder aquisitivo de EUA, Austrália, Europa Ocidental e países do Golfo. Já a Grande Baía, incluindo Guangzhou, Shenzhen e Zhuhai, mira mercados do Sudeste Asiático com forte vínculo comercial.
A empresa destacou que o turismo de entrada está em recuperação, com avanços que devem estimular o fluxo de visitantes estrangeiros para a China nos próximos anos. A reportagem original foi publicada pela Caixin Global em inglês e republicada pelo Poder360.
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