- A União Europeia aprovou a abertura de um grupo de temas de negociação com a Ucrânia, após sinalização de recuo da Hungria, em reunião de Bruxelas realizada em 3 de junho de 2026.
- O grupo, conhecido como cluster ou capítulos temáticos, abre caminho para negociações formais de adesão da Ucrânia. A Moldávia também foi incluída nesse movimento.
- A presidência rotativa da UE, exercida por Chipre, informou que a abertura formal do cluster é um marco de unidade e determinação do bloco.
- Nos próximos dias, espera-se a conclusão de discussões no Conselho para formalizar a abertura do processo.
- A mudança de governo na Hungria, com a indicação de retirar o veto, ajudou a destravar o caminho, mesmo ainda sem confirmação oficial de fim do veto.
A União Europeia avançou na retomada formal das negociações de adesão da Ucrânia, após a retirada de veto da Hungria. A decisão foi anunciada nesta quarta-feira (3 jun 2026) pela presidência rotativa do bloco, então exercida por Chipre, em Bruxelas. O passo envolve a abertura de um grupo de temas de negociação com Kiev.
Representantes dos 27 países-membros aprovaram a criação do cluster temático, que segue o procedimento padrão para adesão de novos membros. A Moldávia também recebeu sinal verde para entrar na mesma etapa, segundo a nota oficial da Presidência cipriota.
A medida representa um marco no processo de integração europeia e sinaliza unidade entre os membros. Nos próximos dias, o Conselho deverá concluir as discussões para a formalização da abertura do processo, com a Hungria ainda sem confirmação oficial de retirada do veto.
Contexto e próximos passos
O grupo temático abrange capítulos que variam entre princípios democráticos e a capacidade de cumprir o regimento da UE. A Ucrânia formalizou o pedido de adesão em 2024, enquanto a Moldávia está vinculada a esse avanço e depende de avanços similares.
A Hungria mantendo até recentemente posição de veto foi um entrave ao calendário, sob a gestão do ex-primeiro-ministro Viktor Orbán. A troca de governo, com Péter Magyar no poder, abriu a possibilidade de suspensão do veto, ainda sem confirmação official. O avanço depende de aprovação unânime dos 27 membros.
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