- A ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, reuniu-se com o chanceler chinês Wang Yi em Pequim para discutir sua candidatura à Secretaria Geral da ONU.
- O mandato de António Guterres termina em dezembro deste ano e o novo secretário assumirá em 1º de janeiro de 2027.
- A China não declarou apoio direto a Bachelet; o encontro foi considerado positivo pelo Ministério das Relações Exteriores, sem confirmação de apoio.
- O apoio da China é importante para candidatos à ONU, especialmente em meio a tensões entre China e Estados Unidos.
- Brasil e México são os principais apoiadores de Bachelet; o atual presidente do Chile, Antonio Kast, não apoia a candidatura.
Michelle Bachelet reuniu-se com o chanceler chinês Wang Yi em Pequim na quinta-feira, 4 de junho de 2026, para discutir sua candidatura ao cargo de Secretário-Geral da ONU, que será ocupado a partir de 1º de janeiro de 2027. A reunião foi realizada na capital chinesa e não houve anúncio de apoio formal.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores da China, o encontro foi positivo, e Wang Yi reconheceu a experiência de Bachelet no trabalho da ONU. No entanto, não houve confirmação de suporte à candidatura.
A China busca manter influência no processo de eleição, em um momento de tensões entre as maiores economias globais. O país é um dos membros com poder de veto no Conselho de Segurança da ONU, voto crucial para a escolha do substituto de António Guterres.
Ao lado de Bachelet, aparecem outros três candidatos na disputa pela secretaria-geral: Rafael Grossi, argentino que dirige a AIEA; Rebeca Grynspan, ex-vice-presidente da Costa Rica; e Macky Sall, ex-presidente do Senegal. A possibilidade de apoio chinês é estratégica.
Os apoiadores regionais de Bachelet incluem Brasil e México. Em 11 de maio, Lula elogiou a trajetória da ex-presidente do Chile durante encontro em Brasília. Bachelet já liderou a ONU Mulheres e atuou como alta comissária de Direitos Humanos.
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