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CEO de tecnologia na Califórnia é acusado de contrabandear equipamentos para Irã

Acusado de violar sanções dos EUA ao enviar equipamentos de rede para o Irã; pode pegar até vinte anos de prisão e ter ativos confiscados

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  • Jamshid Ghomi, cidadão dual US‑iraniano de 63 anos, foi preso na Califórnia acusado de violar sanções dos EUA ao contrabandear equipamentos sensíveis de computação para o Irã, incluindo para o estabelecimento nuclear e militar.
  • A prisão ocorreu na manhã de quarta-feira, durante uma operação na residência dele em Newport Coast, região de Los Angeles.
  • Segundo a acusação, entre 2011 e 2018 ele organizou o envio de mais de duzentos e cinquenta mil toneladas métricas de equipamentos de rede para o Irã, via Emirados Árabes Unidos, ocultando as operações e gerando mais de US$ 10 milhões em vendas anuais.
  • Ghomi é CEO da empresa Faraz Pardaz Rayaneh Co. Ltd. (FPR), sediada em Teerã, com clientes iranianos públicos e privados; parte das vendas teria destino para o núcleo sensível do regime nuclear e militar.
  • A investigação também aponta lavagem de dinheiro, com mais de US$ 15 milhões transferidos para ele entre 2011 e 2024, além de uma mansão em Newport Beach avaliada em cerca de US$ 35 milhões; o interrogatório ocorreu e a leitura dos direitos foi feita, com a participação marcada para 13 de julho; ele pode pegar até 20 anos de prisão.

Jamshid Ghomi, empresário americano de origem iraniana, foi preso nos EUA por suspeita de violar sanções ao enviar equipamentos de redes de origem norte-americana para o Irã, incluindo setores nucleares e militares. A prisão ocorreu na manhã de quarta-feira, em Newport Coast, região de Los Angeles.

Segundo a Justiça, Ghomi operava por meio da empresa de networking sediada em Teerã, Faraz Pardaz Rayaneh Co. Ltd. (FPR). Ele é acusado de coletar, adquirir e despachar centenas de toneladas de equipamentos sofisticados entre 2011 e 2024.

De acordo com documentos oficiais, Ghomi utilizava o traje de negócios para facilitar envios para o Irã via Emirados Árabes Unidos. As autoridades afirmam que parte desses itens visava usuários sensíveis ligados ao regime iraniano.

A acusação envolve conspiração para violar a International Emergency Economic Powers Act. A ação aponta que Ghomi lucrava milhões com a venda de peças de rede de tecnologia norte-americana para o Irã, desrespeitando sanções.

Os investigadores indicam que Ghomi ocultou as transações, usando intermediários em diversas jurisdições para lavar os recursos obtidos com as atividades. A promotoria sustenta que ele transferiu fundos para a Califórnia e mantinha negócios marcados como “herança estrangeira”.

Entre 2011 e 2024, a acusação diz ter movimentado mais de 15 milhões de dólares para si, com registros fiscais enganosos. Parte dos recursos teria sido destinada à construção de uma mansão em Orange County, adquirida em 2010 por quase 4,5 milhões de dólares.

Ghomi foi apresentado à Justiça na quarta-feira e não apresentou defesa ainda. A audiência de instrução está marcada para 13 de julho, segundo a emissora ABC News.

O processo também cita que Ghomi é CEO da FPR, empresa com clientes iranianos diversos, incluindo governos locais. Autoridades afirmam que uma parcela relevante da demanda foi destinada aos setores nucleares e militares do Irã.

As autoridades destacam que a investigação continua em curso e que o caso se insere no contexto de tensões entre EUA e Irã, com ações regulatórias para coibir atividades sancionadas. O presidente dos EUA disse, recentemente, que negociações entre os dois países seguem em andamento.

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