- O embaixador Jamieson Greer, representante comercial dos Estados Unidos, está pronto para seguir as conversas sobre a tarifa de 25% da Seção 301 contra o Brasil.
- Mauro Vieira disse que o diálogo com os EUA havia sido positivo e que as negociações devem continuar.
- A cobrança entraria em vigor em 15 de julho se não houver revisão, e os EUA afirmam que a medida está ligada a alegadas práticas anticompetitivas brasileiras, incluindo o uso do Pix.
- Vieira afirmou que o governo brasileiro forneceu todas as informações solicitadas e que os argumentos americanos não são legítimos.
- Além da tarifa de 25%, os EUA também propuseram 12,5% sobre bens de 60 países, incluindo o Brasil, sob justificativa de uso de trabalho forçado.
O governo brasileiro e o representante comercial dos EUA mantêm negociações sobre a tarifa proposta por meio da Seção 301. O embaixador Jamieson Greer, que atua junto à USTR, sinalizou estar pronto para continuar o diálogo. A declaração ocorreu em Paris, onde Mauro Vieira participou de um evento da OCDE.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, informou que o governo brasileiro já forneceu todas as informações solicitadas pelas autoridades norte-americanas e que os argumentos apresentados não são considerados legítimos. O encontro ocorreu após a reunião entre os dois em Paris.
Diálogo com EUA sobre tarifa da Seção 301
Segundo a administração americana, a tarifa de 25% apontada pela Seção 301 seria aplicada a produtos brasileiros caso não haja revisão. A cobrança poderia entrar em vigor em 15 de julho, caso as negociações não avancem.
Além disso, os EUA apresentaram, na mesma rodada de medidas, uma segunda tarifa de 12,5% sobre diversas exportações de 60 países, incluindo o Brasil. A justificativa é relacionada ao uso de trabalho forçado nesses países, o que ampliaria o alcance das medidas.
Perspectiva brasileira e próximos passos
O governo brasileiro busca excluir o Brasil das tarifas, apresentando que não há fundamentos para as medidas. A discussão ocorre em meio a um cenário de tensão comercial entre Brasil e EUA, com impactos potenciais para exportações brasileiras.
O diálogo segue aberto, com ambos os lados enfatizando a importância de um acordo que preserve o fluxo comercial. A próxima rodada de conversas ainda não tem data confirmada.
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