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EUA têm Pix? Entenda o Zelle, o sistema de pagamentos instantâneos

Eduardo Bolsonaro propõe levar Pix à mesa de negociações com os EUA, destacando diferenças com o Zelle e impactos tarifários

Eduardo Bolsonaro: Pix na mesa de negociações
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  • Eduardo Bolsonaro sugeriu colocar o Pix em mesa de negociações com os EUA, propondo adotar o Zelle ou flexibilizar o Pix como argumento de boa vontade diante de tarifas norte-americanas sobre o Brasil.
  • A proposta surge após o Escritório de Comércio dos EUA propor tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros importados, com o Pix citado entre os argumentos para justificar a medida.
  • No Brasil, o Pix é operado pelo Banco Central; nos Estados Unidos, o Zelle é mantido por um consórcio privado de poucos bancos, com software proprietário e cobrança em alguns casos.
  • O Pix tem finalidade de inclusão financeira obrigatória e é usado amplamente, enquanto o Zelle, de adesão voluntária, busca reduzir custos operacionais de grandes bancos e não costuma ser usado para pagamentos em lojas físicas.
  • Em uso, o Pix movimenta cerca de R$ 96,7 bilhões por dia e envolve aproximadamente 216 milhões de transações diárias, com mais de duas mil instituições; o Zelle opera em torno de US$ 3,4 bilhões diários e cerca de 9,8 milhões de transações, com menos instituições envolvidas.

O debate sobre se os EUA têm Pix ganhou repercussão após Eduardo Bolsonaro sugerir levar o Pix para mesa de negociações com os Estados Unidos. A ideia é flexibilizar o Pix em favor do Zelle ou adotar o sistema americano como argumento de boa vontade diante de pressões tarifárias.

Segundo o ex-deputado, a medida poderia fortalecer as negociações comerciales entre Brasil e EUA, em meio a uma proposta de tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros após investigação do USTR sobre práticas comerciais brasileiras. A pauta envolve serviços de pagamento eletrônico.

O Pix é um sistema brasileiro de pagamentos instantâneos operado pelo Banco Central. O Zelle, nos EUA, funciona por meio de um consórcio privado de bancos e é cobrado por software proprietário, nem sempre com transferência instantânea entre todas as instituições.

Origens e funcionamento de cada sistema

No Brasil, o Pix é obrigatório para bancos, fintechs e instituições de pagamento, com foco em inclusão financeira, uso geral e várias funções, incluindo automação de negócios e proteção contra fraudes. O Banco Central determina que o serviço seja 100% gratuito para pessoas físicas.

Nos EUA, o Zelle depende de adesão voluntária de bancos, nasceu com objetivo comercial de reduzir custos operacionais e pode envolver taxas em alguns casos. A transação não tem garantia de estorno equivalente ao que ocorre no sistema brasileiro, principalmente quando envolve golpes.

Dados de uso e impactos

O Pix movimenta, em média, cerca de 96,7 bilhões de reais por dia entre transações nacionais, com alta penetração no varejo e no varejo digital. O Zelle, por sua vez, opera em torno de 3,4 bilhões de dólares diários, com cerca de 9,8 milhões de transações diárias nos Estados Unidos.

No Brasil, o Pix é amplamente utilizado por pessoas físicas e jurídicas, com uma rede de mais de 2,5 mil instituições oferecendo o serviço. Nos EUA, o Zelle está presente em aproximadamente 930 instituições financeiras, refletindo um ecossistema mais restrito.

Questões operacionais também separam os dois sistemas: o Pix oferece recursos como QR Code em lote e Copiar e Cola para estabelecimentos, já o Zelle não possui, em geral, as mesmas funcionalidades de automação comercial. Enquanto isso, o Pix mantém mecanismos de proteção contra fraudes, com medidas de segurança específicas.

Fonte das informações aponta que a discussão sobre tarifas dos EUA sobre o Brasil envolve argumentos sobre tratamento de serviços de pagamento, com o Pix citado entre os fatores considerados pela administração americana. A defesa de flexibilizar o Pix em favor do Zelle, porém, permanece uma proposta de um parlamentar, e não uma política oficial.

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