- O ex-presidente mexicano Andrés Manuel López Obrador afirmou que autoridades dos Estados Unidos tentam enfraquecer o Morena para fortalecer a oposição, buscando um governo “submisso, corrupto, mafioso e cruel”.
- Em carta de cinco páginas publicada no X, Amlo disse que washington usa propaganda para culpar o México antes das eleições de novembro.
- As tensões entre México e EUA cresceram após notícias de que agentes da CIA atuavam no país e da indiciamento, pelo Departamento de Justiça, de um governador de Sinaloa por tráfico de drogas.
- A imprensa também relatou que dois outros governadores tiveram vistos nos EUA revogados e estão sob investigação.
- No texto, Amlo comenta ter observado uma mudança de postura do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e especula sobre possíveis motivos e influências de assessores.
Andrés Manuel López Obrador, ex-presidente do México, afirmou que autoridades dos EUA tramam para enfraquecer o partido governista Morena e fortalecer a oposição, num momento de tensões entre os dois países. A denúncia foi publicada por escrito na manhã de quarta-feira em X, plataforma de microblog.
No texto, AMLO afirma que o objetivo seria impor um governo subserviente e associado a práticas corruptas, usando propaganda para atrair votos nas eleições de novembro. O ex-líder descreve a estratégia como destinada a justificar problemas do México e a deslegitimar o atual governo.
Contexto e focos da acusação
As tensões surgem após revelações de que agentes da CIA atuariam no México, além da denúncia da Justiça dos EUA envolvendo o governador de Sinaloa por acusações ligadas ao tráfico de drogas, em abril. Essas informações alimentam o debate sobre a atuação de autoridades norte-americanas no país.
Relatos de outras medidas também aparecem na imprensa internacional, com a LA Times informando que dois governadores mexicanos tiveram vistos dos EUA revogados e estão sob investigação de autoridades norte-americanas. Tais desdobramentos ampliam o cenário de atrito entre as duas nações.
Repercussões no México
Claudia Sheinbaum, presidente do México, citou o conteúdo da carta durante coletiva de imprensa na manhã de quinta-feira, lendo trechos do documento e sinalizando que o tema é relevante para o debate público. A situação mantém Amlo como influente figura dentro do partido Morena, mesmo após o afastamento formal da política.
No texto de cinco páginas, AMLO também comenta uma mudança aparente na postura do então presidente dos EUA, Donald Trump, em relação ao México. O ex-líder sugere que, no segundo mandato, Trump pode ter modificações em sua conduta devido a fatores internos e a conselheiros de atuação contestáveis.
Implicações para o cenário político
O conteúdo levanta questões sobre o papel de figuras externas na condução de políticas mexicanas, bem como sobre a percepção pública de neutralidade por parte de Washington. O caso já gerou leitura de que alianças históricas entre líderes populistas podem sofrer recalibração diante de novos cenários eleitorais.
A revelação ocorre em meio a um momento de forte protagonismo de Morena no cenário político, com a continuidade de políticas que marcaram a gestão anterior e a expectativa de próximos movimentos no âmbito governamental. As investidas externas alimentam o debate sobre soberania e influência internacional.
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