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Grupos de direitos humanos denunciam clima de medo na Copa

Grupos de direitos humanos alertam para clima de medo na Copa dos EUA, citando políticas de imigração, deportações e risco a jornalistas e torcedores

Vista do campo, da bandeira dos EUA e dos torcedores durante a execução do hino nacional antes de jogo no AT&T Stadium 29 de dezembro de 2023 Jerome Miron-USA TODAY Sports
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  • Grupos de direitos humanos alertam sobre um clima de medo na Copa do Mundo nos Estados Unidos, citando restrições de visto, fiscalização de fronteiras e policiamento como preocupações.
  • A coalizão Sport & Rights Alliance afirmou que a Fifa não tratou adequadamente as possíveis violações dos direitos humanos ligadas ao evento.
  • A Casa Branca disse que a Copa deve ser um dos maiores e mais seguros eventos da história, destacando necessidade de coordenação entre governo, Fifa e parceiros.
  • Críticos vinculam temores à política de imigração do governo Trump e à atuação do ICE, que poderia afetar turistas, torcedores e comunidades locais.
  • No Los Angeles, autoridades afirmaram que a fiscalização de imigração não ocorrerá nos jogos nem nos eventos da Copa da Fifa em território da cidade.

O movimento de direitos humanos alerta para um clima de medo durante a Copa do Mundo nos Estados Unidos, em meio a políticas de imigração e deportação. Grupos dizem que a Fifa não avaliou adequadamente riscos aos direitos humanos no evento, que começa na próxima semana.

A Sport & Rights Alliance coordena a crítica, citando restrições de visto, fiscalização de fronteiras e atuação policial como principais preocupações. A coalizão destaca que a resposta da Fifa aos relatos de organizações locais e globais não foi suficiente, contribuindo para a percepção de insegurança entre trabalhadores e torcedores.

A Copa ocorre em solo americano, com EUA, Canadá e México como organizadores. O governo americano tem reiterado planos de cooperação entre entidades federais, estaduais e locais para a logística do torneio. O presidente Donald Trump tem defendido ações de imigração mais rígidas durante o período.

Resposta oficial e desdobramentos

A Fifa não comentou o assunto de imediato. A Casa Branca afirmou que a Copa deve ser um dos maiores eventos da história e que requer coordenação entre governo e parceiros para garantir segurança.

Entre os pontos mencionados, estão as políticas de imigração do governo e a possibilidade de medidas como fiscalização de fronteira e ações do ICE durante a estadia de visitantes. O anúncio de que o evento contará com 48 equipes acentua as preocupações sobre mobilidade e segurança.

Além disso, o caso de deslocamento de uma das equipes iranianas, que mudou de base do Arizona para o México, é citado como indicação de complexities geopolíticas associadas ao torneio. A defesa da inclusão e da diversidade no evento é mencionada por críticos, que questionam se os compromissos da Fifa serão mantidos na prática.

O xerife da região de Los Angeles afirmou que a fiscalização de imigração não fará parte das atividades da Copa em Los Angeles, tentando dissipar temores locais. A discussão envolve, ainda, o equilíbrio entre segurança pública e direitos de torcedores e jornalistas.

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