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Hezbollah rejeita trégua no Líbano e questiona fim de conflito no Irã

Hezbollah rejeita cessar-fogo no Líbano; Irã condiciona acordo com Washington a cessar-fogo libanês, elevando incertezas sobre desfecho da guerra

Uma mulher segura uma bandeira iraniana e uma bandeira do grupo militante libanês Hezbollah durante uma manifestação pró-governo na Praça da Revolução Islâmica em Teerã, Irã, sábado, 30 de maio de 2026 — Foto: AP/Vahid Salemi
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  • Hezbollah rejeita neste quinta-feira um novo cessar-fogo no Líbano; líder do grupo diz que a “resistência continuará” e não houve acordo com o mediado pelos EUA.
  • O presidente do Líbano, Joseph Aoun, afirmou que o cessar-fogo entraria em vigor em até 24 horas após a aprovação de todas as partes envolvidas.
  • Israel informou que não retirará tropas nem interromperá operações no sul do Líbano, mantendo bombardeios na região.
  • O Irã condiciona qualquer acordo de paz com Washington à implementação de um cessar-fogo no Líbano e sinaliza possibilidade de intervenção caso Israel aumente ataques.
  • Na região, houve escalada no Golfo com ataques atribuídos a forças iranianas e respostas americanas perto do Estreito de Ormuz; EUA e Irã ainda buscam avançar em negociações para interromper a guerra.

O Hezbollah rejeitou nesta quinta-feira um novo cessar-fogo no Líbano e questionou a possibilidade de fim da guerra no Irã, enquanto Israel disse que não retirará tropas. O Irã condicionou qualquer acordo com Washington a um cessar-fogo libanês e sinalizou apoio ao Hezbollah se houver novas ofensivas de Israel.

O presidente do Líbano, Joseph Aoun, afirmou que o cessar-fogo entrará em vigor 24 horas após a concordância de todas as partes. Naim Qassem, líder do Hezbollah, descartou a declaração de Washington e disse que a resistência continua.

Israel não respondeu de imediato às declarações. O Hezbollah não participa diretamente do acordo mediado pelos EUA entre Israel e o governo libanês, anunciado na quarta-feira, mas poderia ser obrigado a interromper ataques.

Israel manteve bombardeios no sul do Líbano nesta quinta-feira, segundo autoridades locais. O ministro da Defesa, Israel Katz, afirmou que as tropas não deixarão a região nem suspenderão operações.

O comandante da Força Quds da Guarda Revolucionária iraniana afirmou que a retirada de Israel para as posições anteriores é a exigência mínima da resistência, sem detalhar prazos.

As hostilidades entre Hezbollah e Israel se intensificaram desde 2 de março, quando o grupo apoiou Teerã nos ataques contra EUA e Israel. Diversos cessar-fogos anunciados por Washington desde abril não impediram os confrontos.

Contexto regional e impactos

Na mesma semana, houve escalada no Golfo, com ataques iranianos a instalações no Kuwait e retaliações de EUA perto do Estreito de Ormuz, que permanece parcialmente fechado há meses.

Autoridades kuwaitianas registraram danos ao aeroporto e dezenas de feridos. O Irã negou ter atacado o aeroporto do Kuwait, atribuindo os danos a mísseis interceptadores dos EUA.

O Pentágono informou ataques defensivos perto do Irã e ações contra alvos no sul do país, incluindo a ilha de Qeshm, após tentativas iranianas de ações ofensivas. Centcom não confirmou danos a bases americanas.

Perspectivas para o conflito e negociações

O Irã busca, entre outros pontos, acesso a receitas do petróleo, isenções de sanções e influência sobre o Estreito de Ormuz. O governo americano sinaliza avanços para interromper a guerra, mas ainda não firmou acordo definitivo.

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