- O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, anunciou a expansão de três assentamentos na Cisjordânia ocupada.
- O plano prevê a construção de 2.162 moradias para judeus.
- A distribuição inclui 1.006 unidades em um novo assentamento próximo a Jerusalém, 922 perto de Nablus e 234 nas proximidades de Hebron.
- A maior parte da comunidade internacional considera os assentamentos ilegais sob o direito internacional e um obstáculo à solução de dois Estados.
- Smotrich afirmou que as obras devem “fortalecer a presença na terra” e não informou a data de início, rejeitando sanções internacionais.
O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, anunciou na quarta-feira uma expansão de três assentamentos na Cisjordânia ocupada. O plano prevê a construção de 2.162 moradias para judeus, em áreas de presença já estabelecida e de novas áreas.
O detalhamento mostra 1.006 moradias em um novo assentamento próximo a Jerusalém, 922 unidades perto de Nablus e 234 nas proximidades de Hebron. A decisão envolve um comitê de planejamento que aprovou os projetos.
Smotrich afirmou que a medida tem como objetivo fortalecer a presença israelense na região e criar fatos no terreno. A fala dele não especificou quando as obras devem começar.
Contexto internacional
A maior parte da comunidade internacional considera os assentamentos ilegais sob o direito internacional e um obstáculo a uma solução de dois Estados. Países como Reino Unido e França já impuseram sanções ao ministro.
O ministro tem defendido uma linha dura e já criticou sanções, dizendo que não alteram a política israelense. A autoridade sobre partes da administração civil da Cisjordânia tem sido usada para dar suporte aos novos projetos.
Reação e cenário político
A expansão ocorre no contexto de um governo de direita liderado por Benjamin Netanyahu, que tem promovido assentamentos e ampliado a presença israelense na região. Autoridades palestinas e organizações internacionais expressam preocupação com impactos nas perspectivas de paz.
Não há informações oficiais sobre a data de início das obras. A iniciativa permanece sob avaliação de autoridades locais e nacionais, com foco na viabilidade logística e nas implicações diplomáticas.
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