- Motjaba Khamenei afirmou que os EUA foram derrotados no conflito com as Forças iranianas e tentam espalhar desespero, medo, desconfiança e discórdia.
- Segundo o líder, Washington sofreu um golpe decisivo no campo militar e nas praças e ruas, e enfrenta humilhação profunda.
- Khamenei acusou Israel de ser uma base militar criada pelos EUA para impedir um Irã forte e independente.
- As falas ocorrem em um momento de crescente tensão na região, com ataques entre exércitos e ações contra o Hezbollah no Líbano.
- Trump afirmou que gostaria de se encontrar com o aiatolá e que haveria um acordo para o Irã não desenvolver armas nucleares, dependendo do andamento das negociações.
O líder supremo do Irã, Motjaba Khamenei, afirmou nesta quinta-feira que os Estados Unidos teriam sido derrotados no conflito com as forças iranianas. Em mensagem publicada nas redes sociais, ele disse que Washington busca espalhar medo, desconfiança e discórdia após o golpe percebido militarmente e nas ruas.
Khamenei também criticou Israel, descrevendo o país como uma base militar apoiada pelos EUA ao longo de décadas. O aiatolá argumentou que o imperialismo liderado pelos norte-americanos não admite um Irã forte e independente na região, em meio a tensões crescentes no Oriente Médio.
As declarações ocorrem frente a um período de acúmulo de fricções. Israel iniciou ataques no Irã ao lado de forças americanas, e recentemente intensificou operações no Líbano contra o Hezbollah, grupo apoiado por Teerã. A situação permanece de alto risco regional.
Contexto diplomático e negociações
Na quarta-feira (3/6), Trump afirmou que o Irã pode ter concordado em não desenvolver armas nucleares e mencionou a possibilidade de um encontro com Khamenei, dependendo do andamento das negociações. O presidente destacou interesse em um eventual contato futuro.
Trump também sinalizou que trabalha em um acordo com o Irã e ressaltou que, se houver progresso, o encontro pode ocorrer; caso contrário, alternativas seriam avaliadas. O tom foi de otimismo cauteloso em relação a avanços diplomáticos.
Na segunda-feira (1/6), o presidente americano disse que EUA e Irã devem buscar entendimento para ampliar o cessar-fogo e reabrir o Estreito de Ormuz. As negociações, segundo ele, avançariam em ritmo rápido, ainda que confrontos recentes tenham aumentado a tensão com outros atores regionais.
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