- A Agência Internacional de Energia Atômica divulgou um relatório aos Estados membros com poucas mudanças na avaliação do programa nuclear do Irã.
- O documento reforça apelos para que Teerã explique o destino dos estoques de urânio enriquecido, que estão desaparecidos desde os ataques aéreos conjuntos dos EUA e de Israel no ano anterior.
- Os ataques de fim de fevereiro entre Estados Unidos e Israel foram citados por líderes envolvidos como objetivo de impedir Teerã de obter uma bomba atômica.
- O relatório destaca a falta de acesso aos locais nucleares atingidos e a ausência de informações sobre urânio enriquecido até 60 por cento (HEU) e enriquecido levemente até 20 por cento (LEU), o que gera preocupações de proliferação e de conformidade com o Acordo de Salvaguardas do Tratado de Não Proliferação Nuclear.
- A agência ressalta a necessidade de restabelecer a continuidade do conhecimento sobre todo o material nuclear previamente declarado e menciona que o material atingido perdeu esse controle.
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) divulgou nesta quinta-feira um relatório aos Estados membros com poucas mudanças na avaliação do programa nuclear do Irã. A mensagem chega após três meses de tensão entre EUA e Israel, que mantêm o objetivo de impedir Teerã de obter armas nucleares.
O documento ressalta pedidos reiterados para que Teerã explique o destino dos estoques de urânio enriquecido. O urânio desapareceu após bombardeios conjuntos dos EUA e de Israel, ocorridos no ano anterior, que atingiram instalações nucleares iranianas.
Em meio a negociações entre Washington e Teerã, o relatório aponta que o estoque de urânio enriquecido continua sendo o maior entrave para um acordo. Trump e Netanyahu já reforçaram a meta de eliminar o programa, enquanto negociadores buscam um entendimento preliminar que adie decisões nucleares para momento posterior.
A AIEA não conseguiu retornar aos locais nucleares que foram bombardeados em junho passado. O órgão também não teve informações sobre o destino de estoques de urânio pouco e altamente enriquecido (HEU e LEU), incluindo enriquecimento de até 60% de pureza, ainda abaixo do nível militar.
O relatório salienta que a ausência de verificação gera incerteza sobre o controle do material nuclear. Segundo o texto, a falta de continuidade de conhecimento sobre o material declarado é motivo de preocupação, especialmente quanto aos locais atingidos pelos ataques.
A Diretoria da AIEA enfatiza a necessidade de implementar de forma urgente o Acordo de Salvaguardas do TNP e sustentar sua aplicação, sem suspensões por parte do Irã. A comunicação foi recebida pela Reuters antes da próxima reunião do Conselho de Governadores, que reúne 35 nações.
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