- Petro acusou os Estados Unidos de se aliar a narcotraficantes na Colômbia após Trump apoiar Abelardo de la Espriella, líder do primeiro turno.
- Trump manifestou apoio ao advogado milionário Abelardo de la Espriella, que venceu o primeiro turno, superando Iván Cepeda.
- Petro disse que os aliados do governo americano na Colômbia vêm de uma governança narco-paramilitar e citou perseguição pessoal.
- O pleito no dia 21 oferecerá a opção entre manter a política de paz total ou adotar uma linha dura defendida por De la Espriella; Cepeda classificou o apoio como intervencionista.
- O presidente colombiano afirmou já ter conversa com o venezuelano Nicolás Maduro após não reconhecer resultados eleitorais da Venezuela em 2024.
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, acusou os Estados Unidos de terem uma aliança com narcotraficantes no país, após o apoio de Donald Trump a um dos candidatos da extrema direita no segundo turno das eleições. A afirmação foi feita nesta quinta-feira, em entrevista no palácio presidencial.
Trump manifestou apoio ao advogado Abelardo de la Espriella, que liderou o primeiro turno ao superar Iván Cepeda, candidato de Petro. O destaque envolve críticas do líder colombiano a figuras ligadas a Washington e a expectativas de cooperação entre Estados Unidos e setores ligados ao narcotráfico.
Petro descreveu, sem citar nomes, que alguns aliados dos EUA na Colômbia teriam ligações com redes narco-paramilitares e com práticas de violência. O presidente também citou perseguições políticas contra a esquerda e prometeu manter sua linha de combate ao crime organizado, defendendo políticas de paz.
Contexto e repercussões
Após o anúncio de apoio de Trump, De la Espriella prometeu manter relações com os EUA de forma próxima, caso seja eleito. O jurista, de 47 anos, tem histórico de atuação com figuras associadas a atividades criminosas, o que reacende o debate sobre a influência externa na política colombiana.
A relação entre Washington e Bogotá se tornou mais tensa durante o governo de Petro, que criticou governos vizinhos de direita aliados a Washington. O pleito presidencial ocorre no dia 21 do mês, com o risco de intensificar a polarização entre propostas de continuidade da paz total e uma linha de atuação mais dura contra grupos armados.
Iván Cepeda, rival de Petro, contestou o tom de intervenção percebido no apoio de Trump. O candidato defende fortalecer laços com os Estados Unidos, principal parceiro comercial e militar da Colômbia, em linha com a estratégia de ampliar cooperação regional.
Petro também manteve críticas a governos que chegaram a professar alianças com a Venezuela, ressaltando sua própria distância de políticas de Maduro desde o início de sua gestão. O presidente ressaltou uma posição independente da Colônia frente a blocos regionais e externas.
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