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Sanções dos EUA levam empresas a abandonar Cuba

Sanções dos EUA aceleram a saída de bancos e operadoras internacionais de Cuba, ampliando o impacto no turismo e na economia vinculada à Gaesa

O turismo em Havana, uma das principais fontes de receitas de Cuba, é um dos setores mais impactados pelas sanções impostas pelos EUA
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  • O Banco Central de Cuba informou que pagamentos com Visa e Mastercard serão suspensos no país a partir de sábado, após um banco estrangeiro que intermediava essas transações com o exterior encerrar o relacionamento com a Fincimex, braço financeiro da Gaesa.
  • A medida rompe todas as conexões financeiras da ilha com o exterior, intensificando a pressão dos Estados Unidos para forçar reformas políticas e econômicas, associada a uma ordem executiva assinada durante a gestão de Donald Trump.
  • Redes hoteleiras saem ou reduzem operações: Meliá encerrou atividade de quinze hotéis em Cuba; Iberostar deixou administrar doze hotéis ligados à Gaesa; Blue Diamond encerrou completamente as operações; Archipelago International avalia limitar presença.
  • Outras empresas também reavaliam presença na ilha. A mineradora canadense Sherritt já anunciou sua saída; Gaesa, alvo de sanções, é apontada como controle de até setenta por cento da economia cubana, com ativos estimados em dezoito bilhões de dólares.
  • Cuba enfrenta a pior crise econômica e energética das últimas décadas, com turismo em queda e impactos na infraestrutura, incluindo apagões e paradas de serviços, agravados pela queda no fornecimento de petróleo da Venezuela.

Na esteira de novas sanções dos EUA, empresas estrangeiras aceleram a retirada de Cuba. A medida afeta setores como turismo, mineração e financeiro, com o Gaesa, conglomerado vinculado às forças armadas cubanas, no centro das restrições. O Banco Central de Cuba anunciou a suspensão de pagamentos com Visa e Mastercard a partir do sábado, após um banco estrangeiro que intermediava tais transações encerrar relação com a Fincimex, braço financeiro do Gaesa. Não houve divulgação do nome da instituição estrangeira pela autoridade cubana.

A decisão corta conexões financeiras entre Cuba e o exterior, ampliando a pressão de Washington para mudanças políticas e econômicas. O anúncio ocorreu em meio ao endurecimento do embargo e a uma série de reavaliações empresariais por companhias que operam em território cubano, sobretudo aquelas com vínculos com o Gaesa.

Hotéis e mineradoras em retirada

Diversas redes hoteleiras já anunciaram saídas ou retrações na ilha. A Meliá informou o encerramento de atividades de 15 hotéis operados com o Gaesa, sem detalhar o futuro de 19 unidades geridas com o Ministério do Turismo. A Iberostar comunicou a saída de 12 hotéis ligados ao Gaesa, mantendo 6 sob o ministério. A Blue Diamond confirmou o fechamento total de suas operações. A Archipelago International avalia reduzir a presença no território.

A ilha enfrenta crise econômica e energética, com impactos no turismo, principal fonte de receitas. Em 2018, Cuba recebeu 4,7 milhões de visitantes; em 2025, o fluxo caiu para 1,8 milhão, agravando a escassez de itens básicos e frequentes apagões. A situação é atribuída ao aperto financeiro imposto pelos EUA, à queda do petróleo venezuelano e ao embargo prolongado.

O papel da Gaesa

O governo dos EUA acusa as autoridades cubanas de usar o Gaesa para contornar o embargo e obter divisas. O secretário de Estado, Marco Rubio, informou que o Gaesa, criado na década de 1990, controla ativos estimados em 18 bilhões de dólares e concentra grande parte da economia cubana. Em defesa, Cuba sustenta que o conglomerado é instrumento para gerar fluxo de caixa e manter serviços essenciais diante do embargo.

Além das sanções, o governo americano estabeleceu prazo para que empresas estrangeiras com operações ligadas ao Gaesa encerrem atividades sob pena de nova sanção. A repercussão já afeta mineradoras, com a saída da canadense Sherritt anunciada em 7 de maio, com atuação na extração de níquel e cobalto por meio de uma entidade mista.

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