- Trump anunciou em jantar privado na Casa Branca que indicará Todd Blanche para o cargo de procurador-geral dos EUA, encerrando o período em que ele atuava interinamente.
- O anúncio foi publicado por Dan Scavino em um vídeo no Facebook, gravado no Jardim das Rosas.
- Blanche atua como procurador-geral interino desde a demissão de Pam Bondi e tem sido visto como aliado próximo de Trump.
- A porta-voz da Casa Branca, Abigail Jackson, afirmou à CNN que o presidente está satisfeito com o trabalho dele; o Departamento de Justiça não se pronunciou.
- A indicação ocorre em meio a resistência política ao DOJ e a controvérsia sobre um fundo de indenização de 1,776 bilhão de dólares, que tem gerado críticas entre republicanos.
Donald Trump indicará Todd Blanche para o cargo de procurador-geral dos EUA
Trump comunicou, durante jantar privado na Casa Branca, a intenção de nomear Todd Blanche para o cargo. O anúncio ocorreu na noite de quarta-feira, no Jardim das Rosas, em meio a uma decisão que encerra o período de dois meses em que Blanche atua como interino desde a demissão de Pam Bondi. A confirmação deve ocorrer com a assinatura da nomeação, segundo o chefe de gabinete de Trump, Dan Scavino, que postou o vídeo do presidente no Facebook.
Blanche, ex-advogado pessoal de Trump, tem histórico de atuação combativa e permanece na função interina desde a saída de Bondi. A Casa Branca já demonstrava satisfação com o trabalho do interino, conforme declarou Abigail Jackson, porta-voz do governo, em comunicação prévia à imprensa. Ela ressaltou o apreço do presidente pelo apoio do procurador-geral interino.
O Departamento de Justiça não respondeu a pedidos de comentário sobre a possível nomeação. A indicação de Blanche era vista como provável desde o início, já que Trump o tem como aliado leal e como profissional de confiança. A expectativa cresceu conforme Blanche ganhou destaque na gestão e no cenário político.
Contexto: críticas e ações do interino
Entre as ações associadas ao interino, estão indiciamentos contra adversários de Trump, revogação de medidas de controle de armas e apelos a jornalistas para revelarem fontes. Analistas apontam que tais iniciativas alimentam o debate sobre uso do DOJ para interesses do governo, gerando críticas de opositores e de parte da imprensa.
Apoio interno e controvérsia
Blanche defende ações contra o que chama de campanhas jurídicas contra o presidente, destacando a defesa de políticas associadas à lei e à ordem. Contudo, críticos afirmam que o posicionamento dele pode aproximar o DOJ de agendas do governo, elevando a tensão entre o Executivo e o Congresso em questões como o financiamento a indenizações por ações judiciais.
O tema do financiamento
A indicação ocorre em meio a divergências sobre um fundo de 1,776 bilhão de dólares para indenizações de indivíduos que alegam ter sido processados injustamente pelo governo. O projeto enfrentou resistência no Congresso, com preocupação de republicanos sobre eventuais indenizações a participantes de protestos de 6 de janeiro de 2021. A proposta foi alvo de forte oposição dentro do próprio partido.
Declaração de Blanche
Blanche expressou publicamente o desejo de chefiar o DOJ, destacando o apoio ao presidente e descrevendo a função como uma honra. Em coletiva de imprensa após tornar-se interino, o procurador-geral afirmou estar disponível para outras funções caso Trump decida seguir por outro caminho, mantendo, porém, lealdade ao chefe do Executivo.
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