- O presidente da Comissão Eleitoral Nacional da Coreia do Sul, Roh Tae-ak, anunciou que renunciará ao cargo.
- A renúncia ocorre por causa da falta de cédulas em algumas localidades durante as eleições locais realizadas em 3 de junho.
- Em cinquenta seções eleitorais as cédulas acabaram; em vinte e duas houve interrupção da votação por atraso no recebimento de cédulas, em um total de cerca de 14.300 seções no país.
- Roh afirmou que não há justificativa para a falha, que prejudicou o processo democrático, e que um painel externo investigará a causa, cabendo às autoridades aceitar as consequências.
- Em Songpa, Seul, manifestantes bloquearam o local e tentaram impedir o transporte das urnas após o fim da votação.
O chefe da Comissão Eleitoral Nacional da Coreia do Sul, Roh Tae-ak, anunciou nesta sexta-feira (5 jun 2026) que deixará o cargo. A renúncia acontece após falha no abastecimento de cédulas nas eleições locais realizadas no dia 3 de junho.
Roh afirmou não haver justificativa para a falha que impactou o processo democrático e aumentou a desconfiança no sistema eleitoral. Ele disse que um painel de especialistas externos será formado para investigar a causa do incidente e que aceitará as consequências das conclusões.
Segundo a NEC, 50 seções ficaram sem cédulas e precisaram reabastecer o material. Em 22 seções, a votação foi temporariamente interrompida por atrasos no recebimento das cédulas. Ao todo, o país possuía cerca de 14.300 seções eleitorais.
Renúncia e próximos passos
Roh indicou que a decisão de sair ocorre em meio à cobrança por responsabilidades e melhoria do controle de suprimentos para eleições futuras. Não foram divulgados prazos para a transição no comando da NEC.
De acordo com fontes da NEC, o episódio gerou protestos em algumas regiões, com eleitores expressando frustração. Autoridades locais disseram que a falha comprometeu o direito ao voto em parte dos municípios.
Impacto e desdobramentos
Um incidente de abastecimento de cédulas elevou a pressão sobre o órgão responsável pelo pleito. Especialistas devem avaliar falhas logísticas, cadeias de suprimento e protocolos de distribuição de materiais de votação. O resultado do estudo deverá orientar reformas.
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