- EUA anunciam novas sanções contra Cuba, atingindo setores de mineração e turismo, além de autoridades do governo, incluindo o presidente Miguel Díaz-Canel.
- As medidas ampliam a pressão econômica e podem gerar punições secundárias para terceiros que mantenham relações com as entidades sancionadas.
- O Tesouro including Amistur Cuba (empresa estatal ligada ao turismo) e Minera la Victoria (joint venture cubana com a australiana Antilles Gold).
- O governo dos EUA afirmou que instituições financeiras estrangeiras devem interromper relações com os alvos, sob risco de sanções.
- Cuba reage, com Díaz-Canel classificando as sanções como ameaça e Bruno Rodríguez dizendo que as medidas são intervenção; o bloqueio já dura quase setenta anos e agrava crise energética em 2026.
Estados Unidos anunciou novas sanções econômicas contra Cuba nesta quinta-feira, 4. A medida, anunciada pelo governo dos EUA, mira setores de mineração e turismo e atinge também autoridades do governo cubano, incluindo o presidente Miguel Díaz-Canel. O objetivo declarado é pressionar economicamente Havana.
As sanções, divulgadas pelo Departamento do Tesouro e pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), atingem a Amistur Cuba, empresa estatal ligada ao turismo, e a Minera la Victoria, joint venture entre Geominera e a australiana Antilles Gold. Qualquer relação com essas entidades pode sofrer punição secundária.
Instituições financeiras e empresas estrangeiras foram orientadas a interromper vínculos com os alvos. O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que bancos devem congelar serviços a essas entidades para evitar facilitar regimes considerados radicais no hemisfério.
Autoridades cubanas
Na mesma rodada, Díaz-Canel foi incluído na lista de sanções, assim como a esposa Lis Cuesta Peraza, o filho e outros integrantes do governo. Também entraram no rol o Ministério das Forças Armadas Revolucionárias, o ICAP e os Comitês de Defesa da Revolução.
O governo cubano reagiu, afirmando que as medidas atingem a população. Díaz-Canel descreveu as ações como agressivas e declarou resistência diante do que chamou de ataque imperial. O chanceler Bruno Rodríguez contestou o caráter legítimo das sanções e de sua aplicação.
Contexto e impactos da política de embargo
O bloqueio imposto pelos EUA a Cuba existe há cerca de 70 anos e foi reforçado nos últimos anos, com novas ameaças associadas ao petróleo. Em janeiro de 2026, relatos indicam pressão adicional sobre países que comerciam com Cuba.
O país enfrenta efeitos econômicos pelo embargo, incluindo impactos no abastecimento de petróleo, elevação de preços de bens básicos e dificuldades de transporte. Maduro Havana tem enfrentado apagões e impactos na economia, refletidos em relatos de moradores.
Entre os últimos desdobramentos, autoridades cubanas afirmam que as sanções não vão alterar a determinação do governo em enfrentar cenários adversos. O governo afro-americano defende que as medidas são parte de uma estratégia de intervenção na região.
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