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Família perseguida na Nigéria: fuga sem comida nem sapatos

Família cristã na Nigéria foge dos ataques do Boko Haram e busca abrigo nos campos de deslocados, mantendo a fé em Deus

A família sobreviveu aos ataques do Boko Haram com a ajuda de Deus. (Foto: Reprodução/Global Christian Relief)
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  • Uma família cristã nigeriana de Gwoza, em Borno, fugiu dos ataques do Boko Haram, sem comida e sem sapatos, buscando abrigo com a ajuda de Deus.
  • Os ataques passaram a persegui-los; eles acompanharam noite adentro, passaram uma semana escondidos entre as montanhas, sem itens e com pés inchados.
  • Em busca de segurança, seguiram para Camarões, ficaram em um campo de refugiados, mas retornaram à Nigéria devido à escassez de alimentos.
  • No trajeto de volta, um jovem da caravana sofreu um acidente e perdeu a perna; a família manteve a fé e continuou estudando a Bíblia.
  • Hoje estão em um campo de deslocados na Nigéria, agradecendo a Deus pela sobrevivência e mantendo a confiança na igreja e na fé diante das dificuldades.

Uma cristã nigeriana descreveu a fuga de sua família dos ataques do Boko Haram no nordeste do país, afirmando que a única esperança era Deus. O relato traz detalhes sobre o sustento, a violência e a busca por abrigo.

Christiana Cresceu em Gwoza, município de Borno, onde a violência virou rotina com o grupo extremista. Ela conta que os primeiros ataques atingiram comércios locais e, depois, moradores cristãos também passaram a ser alvos.

Durante a perseguição, a família ficou na mata por uma semana, sem sapatos e com pés inchados, sem comida. Reflexo da violência, eles buscaram abrigo inicial em Camarões antes de retornar à Nigéria.

Contexto da crise

A família acabou vivendo em um campo de refugiados na Nigéria, onde a segurança inicial foi prometida, mas a escassez de alimentos obrigou o retorno. Um jovem da comitiva sofreu um acidente na viagem, perdendo a perna.

Christiana destaca que mantiveram a fé ao longo dos anos, lendo a Bíblia e participando de atividades religiosas na aldeia. Ela afirma que a confiança em Deus permanece como pilar da família.

Ele observa que, mesmo com o reestabelecimento parcial da rotina, as dificuldades persistem. A família continua em campo de deslocados, dependente de assistência humanitária e de sua fé para enfrentar os desafios.

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