- Israel e Hezbollah voltaram a trocar ataques após o anúncio de uma nova trégua; sete pessoas morreram e 12 ficaram feridas em bombardeios à cidade de Tiro, no sul do Líbano.
- Um ataque próximo ao Hospital Jabal Amel deixou quatro mortos e sete feridos; uma agência bancária foi destruída e o hospital teve danos.
- O segundo bombardeio, no bairro residencial, matou três pessoas e feriu cinco, incluindo duas crianças.
- O Exército israelense afirmou ter realizado ataques contra o Hezbollah em três locais ao norte do rio Litani, a cerca de 40 quilômetros da fronteira, e pediu evacuação da população local.
- Na véspera, os EUA disseram que houve acordo de cessar-fogo entre Israel e Líbano; porém, o governador do Hezbollah e o líder do grupo rejeitaram o acordo, e Nabih Berri sinalizou concordar com a retirada do Hezbollah do sul se Israel também deixasse o território.
Israel e Hezbollah voltaram a se enfrentar, um dia após o anúncio de uma nova trégua. Bombardeios em Tiro, no sul do Líbano, deixaram sete mortos e 12 feridos, segundo a Defesa Civil libanesa. O confronto ocorreu durante a noite desta quinta-feira.
Um dos ataques atingiu as proximidades do Hospital Jabal Amel, terceiro da cidade, deixando quatro mortos e sete feridos. Uma agência bancária foi destruída e o hospital sofreu danos. O segundo bombardeio, em um bairro residencial, causou três mortes e cinco feridos, incluindo duas crianças.
Desdobramentos e posições
O Exército de Israel divulgou que atingiu três alvos do Hezbollah ao norte do rio Litani, a cerca de 40 quilômetros da fronteira, e ordenou evacuação de moradores.
Na quarta-feira, o Departamento de Estado dos EUA informou que Israel e Líbano haviam concordado com um cessar-fogo. Na quinta, houve novos ataques israelenses no território libanês.
O líder do Hezbollah, Naim Qassem, rejeitou o acordo, afirmando que a resistência continuará até a retirada completa de Israel do Líbano. As negociações em Washington geraram controvérsia entre as partes.
Situação humanitária e balanço
Nesta sexta-feira, Nabih Berri, presidente do Parlamento libanês, disse que concordaria com a retirada do Hezbollah do sul caso haja saída simultânea das tropas israelenses.
Até o momento do conflito, as autoridades contabilizam 3.526 mortes no Líbano e mais de um milhão de deslocados desde 2 de março. Do lado de Israel, 27 soldados e um prestador de serviços civil morreram.
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