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Líder supremo do Irã concede perdão a 2 mil condenados por feriado religioso

Líder supremo do Irã perdoa dois mil condenados por Eid al-Ghadir, a pedido do chefe do Judiciário; anistia não inclui crimes graves

Líder da Revolução Islâmica, Aiatolá Seyed Mojtaba Khamenei - Metrópoles
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  • O líder supremo do Irã, Aiatolá Seyed Mojtaba Khamenei, anunciou que vai perdoar dois mil condenados em razão do Eid al-Ghadir.
  • A benevolência ocorre por pedido do chefe do Judiciário, Gholam Hossein Mohseni Ejei, conforme o artigo 110 da Constituição, que autoriza o líder a perdoar ou reduzir penas.
  • A anistia não alcança condenados por luta armada contra o país, tráfico de drogas armado ou organizado, roubo a mão armada, contrabando de armas, sequestro, suborno e peculato.
  • Eid al-Ghadir é um feriado islâmico xiita celebrado neste ano em quatro de junho.
  • Em fevereiro, Ejei também pediu perdão e redução de penas para 2.108 detentos em comemoração à Revolução Islâmica de 1979 e aos Eids.

O líder supremo do Irã, Aiatolá Seyed Mojtaba Khamenei, anunciou que vai perdoar dois mil condenados. A decisão ocorre em celebração ao feriado religioso Eid al-Ghadir, marcado para 4 de junho neste ano, segundo informações oficiais.

O indulto foi concedido a pedido do chefe do Judiciário, Gholam Hossein Mohseni Ejei, conforme explicado pelo governo iraniano. A prática segue o mecanismo previsto na Constituição, que autoriza o líder a perdoar ou reduzir penas mediante recomendação do Judiciário.

Segundo a autoridade, a anistia não alcança pessoas condenadas por lutas armadas contra o país, tráfico de drogas armado ou organizado, roubo, contrabando de armas, sequestro, suborno e peculato. O benefício é restrito a casos não enquadrados nesses crimes.

A medida tem precedentes no Irã: em fevereiro, Ejei já havia solicitado perdão e redução de penas para 2.108 detentos em razão da comemoração da Revolução Islâmica de 1979 e dos Eid do mês lunar Hijri de Shaaban.

O Eid al-Ghadir é celebrado pelos muçulmanos xiitas como reconhecimento da sucessão do Profeta Maomé por Ali ibn Abi Talib. A data é marcada pela declaração de liderança espiritual dentro da tradição xiita, sendo observada de forma regional no país.

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