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México pede suspensão de leilão de artefatos mexicanos no Colorado

México exige a suspensão de leilão em Colorado de oitenta artefatos pré-colombinos, alegando origem ilegal e buscando repatriação pela campanha Mi Patrimonio No Se Vende

Threee hand-modeled earthenware figures from the shaft-tomb cultures of West Mexico in the “Fine/Visual Art, Ancient, Ethnographic Art” auction in Colorado
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  • O Ministério da Cultura do México pediu a suspensão de um leilão em Colorado, organizado pela Artemis Fine Arts, que ocorre hoje e oferece 80 artefatos de origem mexicana.
  • Os itens foram sinalizados pelo Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH), órgão federal responsável pela proteção do patrimônio cultural mexicano.
  • Segundo a lei mexicana, artefatos como os exibidos são propriedade do México e a exportação é proibida desde 1827; por isso, objetos encontrados fora do país são considerados resultado de extração ilegal.
  • Nos EUA, vendedores como os Dodges, proprietários da Artemis, operam sob leis locais e acordos internacionais, incluindo a Convenção de UNESCO de 1970, que permite leilões com provenance clara.
  • Desde 2018, o México tem recuperado cerca de 16,5 mil artefatos por meio de diplomacia e ações legais, em campanhas como “Mi Patrimonio No Se Vende”; Artemis já foi alvo de atenções em 2024 e 2025, sem halts ou repatriação.

O Ministério da Cultura do México pediu a suspensão de um leilão em Colorado que oferece 80 artefatos de origem mexicana. O evento, organizado pela Artemis Fine Arts, em Louisville, estava programado para hoje e foi sinalizado pelo INAH, órgão federal responsável pela proteção do patrimônio. O leilão Intitulado Fine/Visual Art, Ancient, Ethnographic Art inclui peças pré-colombianas.

Sob a lei mexicana, artefatos desse tipo pertencem ao México, com exportação proibida desde 1827. Assim, obras localizadas fora do país costumam ser consideradas resultado de extração ilegal. Ainda assim, dealers norte-americanos atuam sob leis locais e pela Convenção de UNESCO de 1970, integrada ao direito dos EUA, que permite venda desde que haja proveniência clara.

Desde 2018, o governo mexicano tem recuperado cerca de 16,5 mil artefatos por meio de ações diplomáticas, ações legais e campanhas de restituição. A Artemis já foi alvo de atenções em 2024 e 2025, mas não interrompeu os leilões nem repatriou itens ofertados. A campanha Mi Patrimonio No Se Vende sustenta que partes da herança cultural não devem ser vendidas.

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