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PF critica EUA por classificar PCC e CV como terroristas

PF vê equívoco na inclusão de PCC e CV como terroristas pelos EUA e mantém estratégia de enfrentamento, com cooperação internacional como oportunidade

Brasília (DF) 01/04/2024 – Diretor-geral Polícia Federal, Andrei Rodrigues é o convidado do programa DR com Demori na Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
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  • A Polícia Federal classifica como equívoco a decisão dos EUA de classificar as facções Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital como organizações terroristas, segundo o diretor-geral Andrei Rodrigues.
  • A classificação foi anunciada pela Secretaria de Estado dos Estados Unidos em de 28 de maio e passou a valer em 5 de junho.
  • Rodrigues destacou que há diferença técnica entre terrorismo e crime organizado, e que a equiparação pode distorcer as estratégias de enfrentamento.
  • A PF afirma que a estratégia de combate ao crime no Brasil não deve ser alterada e continuará com descapitalização, integração entre forças de segurança e prisão de lideranças.
  • O diretor vê potencial para ampliar a cooperação Brasil–Estados Unidos em áreas como troca de informações, bloqueio de armas e captura de foragidos, ainda que a PF não tenha recebido comunicação formal sobre a medida.

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, classificou como equívoco a decisão dos EUA de enquadrar as facções criminosas brasileiras Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital como organizações terroristas. A declaração foi dada em entrevista à TV Globo, após a medida entrar em vigor.

A Secretaria de Estado dos Estados Unidos anunciou no fim de maio a inclusão dessas facções na lista de organizações terroristas. A classificação passou a valer oficialmente na sexta-feira seguinte, conforme o anúncio norte-americano.

Andrei Rodrigues distinguiu terrorismo de crime organizado, afirmando que os objetivos ideológicos caracterizam o primeiro, enquanto o segundo visa lucro, ainda que aterrorize pessoas. Assim, a PF vê riscos de distorção na estratégia de enfrentamento.

Para o Brasil, a estratégia de combate ao crime organizado não deve ser alterada pela decisão externa. O foco permanece na descapitalização de organizações criminosas, na cooperação entre forças de segurança e na prisão de líderes.

Mesmo com críticas, o diretor avaliou que a medida pode abrir oportunidades de cooperação com os EUA em áreas como troca de informações, bloqueio de armas e captura de foragidos, fortalecendo o intercâmbio entre os dois países.

Nos bastidores, Planalto e Itamaraty mantêm diálogo com Washington, ainda que a reversão da decisão seja considerada improvável no curto prazo. A PF afirmou que não houve comunicação formal sobre a medida.

A Polícia Federal disse não ter recebido sinalização oficial de mudanças imediatas na cooperação com os EUA e permanece atenta a novos desdobramentos. O tema é monitorado por autoridades brasileiras.

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